Marconi Perillo e Iris Rezende vão disputar o segundo turno em Goiás

Os candidatos Marconi Perillo (PSDB) e Iris Rezende (PMDB) disputarão o segundo turno das eleições pelo governo de Goiás. Com 98% das urnas apuradas, Perillo aparece com 46,19% dos votos e Iris com 36,36%. Em seguida, Vanderlan Cardoso (PR) atingiu 16,77%

A trajetória política de Perillo começou no partido de seu adversário. O tucano foi presidente do PMDB jovem duas vezes, quando também atuou como membro do diretório estadual. Perillo exerceu o cargo de assessor pessoal do governador Henrique Santillo entre 1987 e 1991 e deputado estadual entre 1991 e 1995.

Em 92, Perillo filiou-se ao Partido Social Trabalhista (PST), onde permanceu até 1993, quando o partido se uniu ao Partido Trabalhista Renovador e criou o Partido Progressista. Em 1994, foi eleito deputado federal pelo PP.

Atual candidato ao governo de Goiás, Perillo já exerceu o cargo em 1998, quando passou a fazer parte do PSDB, com apenas 35 anos. Na ocasião, foi considerado o governador mais jovem do Brasil e derrotou o seu atual adversário, Iris Rezende. Em 2006 concorreu ao Senado, e foi eleito com 75% dos votos.

Iris Rezende já foi vereador e prefeito de Goiânia, deputado estadual em Goiás, governador de Goiás duas vezes, senador, ministro da Agricultura no governo José Sarney e da Justiça no governo Fernando Henrique Cardoso.

Sua carreira política começou em 1958, quando foi vereador pela primeira vez. Depois, assumiu a função de deputado estadual, em 1962, prefeito de Goiânia em 1965 e teve seu mandato cassado pelo regime militar, em 69.

Em 1998, foi derrotado por Marconi Perillo, seu atual adversário, na disputa pelo governo de Goiás. Em 2002, concorreu ao Senado, mas não conseguiu se eleger. Quando concorreu a prefeitura de Goiânia, em 2004, conseguiu 47,7% dos votos válidos no primeiro turno, o que o levou a enfrentar e vencer o então prefeito Pedro Wilson (PT) no segundo turno, com 56% dos votos válidos. Reeleito em 2008, reununciou ao cargo em abril deste ano para se candidatar ao governo do Estado.