Justiça Eleitoral já recolheu mais de uma tonelada de propaganda irregular no Rio

Rio de Janeiro – A subcoordenadora eleitoral do Ministério Público Estadual, Andréa Amim, afirmou que a propaganda irregular e a boca de urna são as principais irregularidades registradas nas primeiras cinco horas de votação. Mais de uma tonelada de material de propaganda irregular foi recolhida pelas equipes de fiscalização do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ).

Na Tijuca, um micro-ônibus, com 20 presas que faziam boca de urna e distribuíam propaganda irregular de candidatos, o que é proibido pela legislação eleitoral, foi levado para a delegacia do bairro.

Há seis comboios de fiscalização circulando pela cidade, com um promotor de Justiça, agentes da Polícia Federal e fiscais do Tribunal Regional Eleitoral. Eles trabalham com o apoio de um micro-ônibus, usado para levar pessoas que fazem boca de urna para as delegacias, e um caminhão, utilizado para recolher o material de propaganda irregular.

Em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, foram preenchidos três carros com propaganda irregular de candidatos.

A promotora disse “que uma equipe de fiscalização com apoio da Polícia Federal foi enviada há pouco para o bairro de Anchieta para checar a denúncia de que um candidato está percorrendo as principais seções eleitorais da região com apoio de dez carros com milicianos para intimidar a população a votar nele”.

A subcoordenadora eleitoral do Ministério Público disse também que o Grupo de Apoio aos Promotores (GAP), formado por policiais, está filmando e fotografando todas as apreensões e irregularidades de campanha, com local e hora, para servir de provas para futuras ações com base na Lei da Ficha Limpa. Dessa forma, o Ministério Público Eleitoral poderá formalizar denúncias contra esses candidatos por prática de crime eleitoral.