Cresce o número de brasileiros votando nos Estados Unidos

Desde cedo os brasileiros que vivem nos estados de Nova York, Nova Jersey e Filadélfia, além das Ilhas Bermudas, começaram a votar para presidente no Metropolitan Pavillion, no bairro do Chelsea, em Manhattan. São esperados 21.076 eleitores, nas 54 seções, um aumento de mais de 50% em relação às eleições de 2006.

"Foram muitos os fatores que proporcionaram este aumento, incluindo a presença maior dos portais de notícias da internet, que fizeram com que a comunidade brasileira ficasse mais próxima da realidade do Brasil, mesmo vivendo tão longe", disse o embaixador Osmar Chohfi.

Na fila de entrada, a diferença no perfil dos eleitores era impactante. Empregadas domésticas, profissionais da área de construção e entregadores do setor de alimentação se apressavam em identificar-se como apoiadores da candidatura de Dilma Rousseff, assim como profissionais liberais e do setor financeiro se identificavam com a candidata Marina Silva.

Com um adesivo da campanha do PT, Roseli Silva, 35 anos, explicava o motivo do entusiasmo. "O Brasil está bom demais. E Dilma não vai mudar o que Lula está fazendo. Toda a minha família diz que o voto em Dilma é o voto em Lula, por isso o meu voto", disse.

Há dez anos em Nova Jérsei, Roseli trabalha em uma empresa especializada em delivery. Um pouco mais atrás na fila, Zé Luís Andrade, de 42 anos, também morador de Nova Jersey, enfrentou a pressão da família para mudar de voto. "A boca de urna informal aqui acabou me convencendo, virei Marina na última hora por pressão da família", afirmou Zé Luís.

Os resultados da eleição em Nova York, o maior colégio eleitoral fora do Brasil, serão anunciados logo depois do encerramento da votação, marcado para às 17h. A única personalidade a votar até o momento foi a ex-ministra Zélia Cardoso de Mello, que não conversou com a imprensa.