César Maia diz que DEM terá candidato a presidente em 2014

"O DEM terá candidato à presidência da República em 2014", afirmou o ex-prefeito e candidato do partido ao Senado pelo Rio de Janeiro César Maia na manhã este domingo (3).

Ao chegar para votar em São Conrado, na zona sul da capital carioca, o ex-prefeito admitiu inclusive que a candidatura própria pode servir como forma para tentar aumentar a bancada no Congresso, ainda que não vença a eleição presidencial.

"(O DEM) terá candidato a presidente da República. Vimos nessa campanha, como em outras que participamos, que não ter candidato a presidente reduz as nossa bancadas. Nós precisamos ter candidato a presidente com nosso número, defendo as nossas tese. Isso aumenta a nossa bancada. E aumentando a sua bancada em cinco, seis , sete deputados federais, você se reposiciona no Congresso", disse o candidato.

César Maia ressaltou que a candidatura própria foi cogitada em 2006 e, especialmente em 2002, quando o então PFL pretendia lançar ao Palácio do Planalto Roseana Sarney, cuja candidatura foi abortada após as repercussões do caso Lunus em que foi envolvida em investigações de suspeita de corrupção pela Policia Federal.

"Essa é uma decisão que não foi tomada nessa eleição por circunstância, mas já vinha para ser tomada desde 2006. Houve um percalço na eleição de 2006, em 2002 também o caso com a Roseana" - hoje no PMDB e candidata ao governo do Maranhão.

Embora preveja uma candidatura própria à presidência daqui a quatro anos, César Maia afirmou que a aliança com o PSDB precisa ser mais estreita no Congresso, já que as bancadas de apoio ao atual governo deve aumentar, caso Dilma Rousseff seja eleita.

"Se a eleição (para presidente) for perdida, a gente terá que estreitar as nossas relações, na medida em que as bancadas de PT e PMDB serão maiores que as nossas. Então deve haver um entrelaçamento (entre PSDB e DEM)", afirmou o ex-prefeito, ressaltando que o DEM deve perder duas de suas vagas no Senado - de Raimundo Colombo (SC) e Rosalba Ciarlini (RN), que lideram as pesquisas ao governo de seus respectivos estados, mas que tem suplentes de outros partidos.