Wagner propõe frente de governadores para apoiar Dilma na Bahia

O governador Jaques Wagner (PT), candidato à reeleição na Bahia, propôs neste sábado (02), durante carreata realizada na cidade de Candeias (BA), sua última atividade de campanha, a formação de uma frente de governadores eleitos para contribuir com um possível governo da presidenciável Dilma Rousseff (PT). A intenção do petista é que Dilma não enfrente os mesmos problemas de Lula, não se tornando refém do parlamento - Senado e Câmara de Deputados - para governar.

Wagner propõe esta frente porque entende que os governadores têm ascendência sobre suas bancadas no Congresso Nacional. "Acho que ela vai ter um conforto muito grande para governar e enfrentará menos problemas que Lula, mas acredito que, ainda assim, os governadores podem ter uma postura pró-ativa neste processo de governabilidade", afirmou. O petista propõe que os governadores sejam mais participativos, e que não vão ao governo federal apenas para realizar pedidos.

O petista pretende reunir os governadores eleitos, que sejam aliados ao projeto de Dilma Rousseff, logo após a conclusão do pleito deste ano para transmitir sua ideia de formação da frente. Apesar de já falar como governador eleito e propor alianças pós-eleições, o governador disse, no evento de campanha em Candeias, que não houve em sua campanha o clima de "já ganhou". "Nunca me deprimi muito ou fiquei eufórico com números de pesquisas. Sempre trabalhei, junto com a militância, para ganhar votos", destacou.

Novos aliados

Wagner ressaltou que a cooptação de novos aliados, inclusive muitos oriundos do carlismo, tais como o seu vice Otto Alencar (PP), os deputados federais Mário Negromonte e João Leão, é fruto de sua maneira de gerir o estado e sua política. "Eu sou um democrata por convicção. Não acredito em absolutismo e quem quiser comungar do nosso projeto não tem problema", explicou.