Mercadante diz que irá muito forte para segundo turno em SP

No último dia de campanha antes da eleição em primeiro turno, o candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, afirmou que tem plena confiança de disputar o segundo turno com o seu adversário Geraldo Alckmin (PSDB) e que está certo de que Dilma Rousseff (PT) vence a eleição presidencial amanhã.

Mercadante teve uma agenda cheia neste sábado, que começou em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, ao lado do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, de Dilma, e dos candidatos ao Senado por São Paulo, Marta Suplicy (PT) e Netinho de Paula (PCdoB).

Lá, a militância participou de uma caminhada entre a sede do Sindicato dos Metalúrgicos e a igreja Matriz da cidade. Os candidatos se dividiram em dois jipes, com a companhia de Marisa Letícia, mulher de Lula.

Contrariando os principais institutos pesquisa, que desde o início da campanha têm previsto a vitória de Alckmin no primeiro turno, Mercadante diz que o projeto do PT sairá vitorioso no Brasil, inclusive em São Paulo.

"Eu acho que vamos ter uma vitória muito grande nessas eleições. Vamos fazer uma maioria muito grande na Câmara, no Senado, vamos eleger a maioria dos governadores e em São Paulo nós vamos muito fortes para o segundo turno, é minha convicção", disse ele.

Mercadante disse mais tarde, em Cidade Tiradantes, extremo leste de São Paulo, que principalmente os mais pobres reconhecem os avanços obtidos durante o governo Lula e do que ele chama de projeto petista.

"Vocês viram a rua. É evidente que a cidade é heterogênea, com muitas desigualdades, mas os bairros populares, na maior concentração popular de São Paulo, sabem o que representou o governo Lula para eles, sabem que nunca teve um governo que distribuiu renda como nós distribuímos", afirmou.

Mercadante disse que o PSDB tem dificuldades para sustentar o projeto dos últimos quatro governos no Estado e que o partido adversário se dirigiu à população apenas pela televisão.

"Eles não fizeram campanha popular. Eles não percorreram as ruas de peito aberto. Eles não conseguiram fazer um comício, não concentraram pessoas para discutir ideias. O eleitor vai saber distinguir isso", afirmou.