Tumulto interrompe despedida da campanha de Marina em SP

São Paulo - A última atividade da candidata do PV à presidência da República, Marina Silva, em São Paulo, antes das eleições deste domingo (3) foi marcada por tumulto e teve de ser interrompida antes do previsto. Impossibilitada de fazer campanha ou de pedir votos por conta de restrições da legislação eleitoral, a ex-ministra do Meio Ambiente pretendia fazer uma caminhada saindo do Viaduto do Chá e indo até a Praça da Sé, mas, por conta da confusão, teve de encerrar a atividade ali mesmo no famoso pontilhão paulistano.

Em meio à bagunça causada por jornalistas, militantes, curiosos e pela chuva, o trânsito no local foi prejudicado e cavaletes de campanha de candidatos de outros partidos foram depredados. Um grupo de dança havia preparado um performance com cartazes para homenagear Marina não conseguiu mostrar seu número para a senadora. Ela esteve acompanhada de seu vice Guilherme Leal, do candidato ao governo de São Paulo pelo PV Fábio Feldmann e do candidato ao Senado Ricardo Young.

Durante o trajeto, que durou pouco mais de meia hora, Marina recebeu do Secretário do Verde do município de São Paulo, Eduardo Jorge, e de representantes da Associação Nacional de Deficientes Físicos uma carta contendo reivindicações deste grupo para serem incluídas no programa de governo do próximo presidente.

Quando parou para falar com a imprensa, Marina comentou sua participação no debate da Rede Globo realizado nesta quinta-feira (30) e explicou sua postura em relação ao candidato José Serra: "O Serra mudou. Ele me elogiava bastante, mas acho que ficou um pouco irritado em função das perguntas sobre o Renda Mínima. Mas eu pergunto não para repetir. É porque cada debate tem uma audiência nova", afirmou.

"E como antes ele nunca se manifestou criticamente à posição dura e ferrenha de oposição do PSDB e do DEM no Congresso contra o Bolsa Família, eu estava perguntando para debater se havia uma auto crítica das posições anteriores ou se era apenas uma estratégia eleitoral", completou a verde.

Para as últimas horas antes do pleito, Marina explicou que sua postura será a de ficar com os pés no chão, mesmo com o crescimento que vem apresentando nas pesquisas, e prometeu ser uma espécie de "outdoor ambulante" até o dia 3 de outubro.