Marina: Brasil não quer mundo azul e rosa de Serra e Dilma

A candidata verde à presidência Marina Silva voltou a apontar José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) como duas propostas muito semelhantes. Segundo ela, a petista só coloca os ganhos do governo de Lula, mas não olha os desafios. "Cada vez mais o brasileiro olha para o meu projeto porque não quer mais se centrar no mundo azul do Serra e nem do mundo cor-de-rosa da Dilma", afirmou.

Acuado pela candidata verde, Serra se viu obrigado a reagir e afirmou que, na visão dele, quem merecia comparações eram Marina e Dilma. "Você ficou no PT até pouco tempo atrás mesmo após o mensalão", ironizou o tucano.

Replicando Serra, Plínio acusou os governos FHC e Lula de "representarem os interesses dos ricos". "Aqui tem três candidatos do sistema, e um de fora do sistema. E por ser de fora é chamado de brincalhão, é chamado de louco", disse o socialista em tom mais ríspido.

Em debate, Dilma reage a risos ao falar sobre doações 

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A candidata à presidência do PT, Dilma Rousseff, foi ironizada pela plateia no segundo bloco do debate da Rede Globo, realizado nesta quinta-feira (30). A petista recebeu vaias ao falar das doações de campanha, mas criticou o comportamento dos adversários.

"Nós registramos nossa doações oficiais no TSE e gostaria de deixar claro que todas as doações são oficiais", disse Dilma sob risos da plateia. "Lamento o riso de quem tem outras práticas. O Brasil já deu passos suficientes de maturidade para perceber que esse é um Pais que hoje vive em plena democracia", retrucou.

Dilma respondia a Plínio (Psol) uma questão sobre sua coligação e seu partido, e aproveitou para defender a abrangência de sua candidatura. "Não acredito que um partido sozinho governe o país. Eu defendo uma coligação que represente essa mutiliplicade do Brasil."

O segundo bloco também contou ataques diretos do candidato José Serra (PSDB) ao governo federal. O tucano criticou os investimentos da União em áreas de risco e reafirmou o compromisso de criar uma defesa civil nacional.

"Os recursos federais não são gastos na sua totalidade. Como governador, eu desenvolvi um programa muito importante na Serra do Mar. Nós passamos a investir R$ 1 bilhão para remover essas famílias. Fizemos isso em várias favelas de São Paulo. Tirando as famílias das áreas de risco", explicou o tucano.

Serra ainda criticou os recursos empregados pelo governo federal em ferrovias e, em especial, em metrôs nas principais capitais do País.

Já a candidata Marina Silva (PV) lamentou a falta de um plano para a infra-estrutura e afirmou que a realização de hidrovias e ferrovias deve ser priorizada no próximo governo.

Para Marina, Serra nunca se preocupou com déficit habitacional

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Durante o terceiro bloco do debate realizado pela Rede Globo na noite desta quinta-feira (30), a candidata à presidência da República pelo Partido Verde, Marina Silva, criticou o tucano José Serra e disse que ele nunca se preocupou com o déficit habitacional quando teve a oportunidade "Eu não vi essa prioridade ser encaminhada em São Paulo durante o período em que você foi prefeito e governador".

A afirmação foi feita após o presidenciável garantir que investiu na urbanização de favelas durante sua gestão.

Marina declarou que é preciso parar de achar que as coisas são resolvidas com um "passe de mágicas", após contar sobre sua visita ao morro do Capão Redondo, a favela da Mata Virgem e as más condições dos moradores. "Aquela população precisa ir para um lugar digno".

Questionado pelo candidato do Psol, Plínio de Arruda, sobre como pretendia resolver os problemas da saúde, já que o tucano não se compromete a elevar os gastos na área, Serra criticou o governo federal por "não implementar a lei para aumentar o investimento".

Marina critica governos FHC e Lula e promete reforma na Previdência

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Durante o primeiro bloco do debate entre os presidenciáveis promovido na noite desta quinta-feira (30) pela Rede Globo, a candidata do PV, Marina Silva, criticou os governo FHC e Lula e prometeu que se eleita irá realizar uma reforma na Previdência. "O meu compromisso é de que nós vamos encarar as grandes reformas. E a reforma da Previdência é um vácuo em todos os governos. 16 anos se passaram e não foi feito nada", afirmou.

Questionado por Plínio de Arruda Sampaio (Psol) sobre reforma tributária, José Serra (PSDB) afirmou: "a minha proposta de reforma tributária alivia a carga de impostos sobre os pobres. É ao contrário do que você disse", afirma Serra se referindo ao candidato do Psol. O tucano falou ainda da emenda de sua autoria na Constituinte e prometeu retirar impostos dos alimentos básicos, dos remédios e combater a sonegação. "Muita gente não paga imposto e quem paga, paga o dobro", disse.

Plínio disse para Dilma que o seu modo de pensar política é completamente diferente da dela e dos outros candidatos. "A minha vida inteira fui funcionário público (...) ninguém aqui está pelo operário", declarou.

Perguntada por Marina sobre o que pretende fazer para acabar com informalidade de emprego no País, a candidata do PT, Dilma Rousseff, disse que a formalização do trabalho no Brasil foi uma das conquistas do governo Lula e citou a criação de 14 milhões e meio de empregos criados. A petista afirmou que a expansão do mercado interno contribuiu para a ampliação do emprego. Ela também citou a ampliação do crédito durante o governo Lula. "Um dos fatores mais importante é que diante da crise, nós desoneramos o IPI do automóvel e da linha branca".