Eleições terão 7 mil policiais federais e 711 da Força Nacional

Brasília - O ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, anunciou, nesta sexta-feira (1), que sete mil policiais federais e um contingente de 711 representantes da Força Nacional de Segurança atuarão ostensivamente no próximo domingo (3), durante o primeiro turno das eleições. Atendendo a pedido de governadores, nos Estados do Pará, Amazonas, Alagoas, Rio Grande do Norte e o Distrito Federal, equipes volantes de policiais federais irão reforçar a segurança e coibir irregularidades, como boca de urna, distribuição de brindes e transporte de eleitores.

"Estamos com a Polícia Federal de prontidão de todo o País a fim de atuar junto ao Tribunal Superior Eleitoral para coibir desvios, fraudes em vários Estados e para assegurar uma eleição tranquila em que o eleitor possa exercer seu exercício de cidadania", disse o ministro.

Atualmente, a Força Nacional de Segurança atua em 11 Estados com 711 policiais, desempenhando funções desde o combate ao desmatamento ilegal e a crimes ambientais até políticas de controle a saques, lojas e supermercados em municípios atingidos por chuvas. O foco de atuação da Força Nacional nessas eleições ocorrerá em 247 municípios, incluídas as capitais e cidades mais populosas.

"Não queremos que nenhum tipo de confronto venha a tumultuar o período de votações", afirmou Barreto, se mostrando preocupado com a instabilidade política no Distrito Federal, que na última quinta-feira (30) presenciou um confronto entre militantes de Weslian Roriz (PSC) e Agnelo Queiroz (PT).

"A situação no DF é indefinida e preocupa. Não vamos permitir que isso aconteça no domingo. A disputa tem que ser limpa e democrática, e não truculenta como aconteceu em Brasília", observou.

Luiz Paulo Barreto disse que a perspectiva é de que haja eleições tranquilas e um dos fatores que contribuirá para isso é o fim da obrigatoriedade da dupla documentação para que o eleitor possa ter acesso à urna eletrônica no domingo. "O Ministério da Justiça apóia decisão do STF para que prevaleça a cidadania sobre a burocracia (se mantida a dupla documentação). Pareceria uma supressão de cidadania por uma questão meramente burocrática. Esse registro (do eleitor) pode ser identificado pelo mesário e por equipes de votação", disse.