DF: candidatura da mulher de Roriz pode deixar eleição indefinida

Brasília - O eleitor do Distrito Federal poderá ir às urnas neste domingo (3) diante de um quadro de indefinição. Neste sábado, o Tribunal Regional Eleitoral do DF deverá julgar o pedido de candidatura de Weslian Roriz (PSC), que substituiu o marido Joaquim Roriz na disputa pouco mais de uma semana antes do pleito.

A Procuradoria Regional Eleitoral manifestou-se contra a aprovação do registro de Weslian. Caso o entendimento do TRE seja o mesmo, os votos que forem para a candidata serão considerados nulos. Tais votos são subtraídos do total (assim como os votos em branco) para se chegar aos votos válidos, que determinam se haverá ou não segundo turno. Caso o registro de Weslian seja negado, os votos dela também serão subtraídos do total.

Um candidato que alcance 50% mais um na conta dos votos válidos vencerá em primeiro turno. No entanto, se a candidata do PSC tiver um recurso decidido posteriormente a seu favor, o cenário poderá mudar, a partir do novo número de votos válidos contabilizados.

Em outro cenário hipotético, em que a candidata tenha seu registro negado, mas consiga um total de votos suficiente para se eleger em primeiro turno, ela não será proclamada vencedora. Se a impugnação não for revertida com o julgamento de um eventual recurso, haverá segundo turno no DF.

Todo esse imbróglio pode ser desfeito com a possível aprovação do registro de Weslian pelo TRE. Contudo, qualquer que seja a decisão do tribunal, ainda caberá recurso. O Ministério Público Eleitoral pode, por exemplo, não concordar com uma aprovação e recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral.