Após 51 dias, movimento "Helécio" é considerado ilegal, em Minas Gerais

Depois de 51 dias de campanha, o movimento "Helécio", que prega o voto em Hélio Costa (PMDB) para governador e Aécio Neves (PSDB) para senador, foi considerado ilegal. Juízes do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) mineiro, decidiram, por quatro votos a um, que o material do movimento fosse recolhido de imediato no escritório que funcionava em Belo Horizonte.

A decisão da Justica Eleitoral foi tomada em atenção a um processo movido pela coligação "Somos Minas Gerais", da qual Aécio faz parte, contra o empresário Clésio Andrade (PR). Ele foi o responsável pelo lançamento da ideia, que colocou sob o mesmo teto dois candidatos de coligações diferentes - e que polarizaram a disputa este ano em Minas.

De acordo com a assessoria do TRE no Estado, em seu voto, a juíza Mariza Porto afirmou que "esse é o mais grave processo sobre propaganda eleitoral já apreciado pela Corte, já que desafia a legislação eleitoral".

Segundo ela, "a criação desse movimento suprapartidário revela franco emprego do poder econômico por Clésio Andrade, com o objetivo de voltar-se contra a decisão do órgão regional do PR, que impediu o partido de coligar-se com o PMDB e o PT". De acordo com a juíza, dificilmente o dinheiro arrecadado irá constar da prestação de contas dos candidatos ou comitês financeiros.

Apesar da decisão judicial ter sido tomada nesta sexta-feira (1), a assessoria de Clésio Andrade afirmou que o QG do movimento "Helécio" foi desativado nesta quinta-feira (30). A informação da assessoria foi de que o empresário não se pronunciaria sobre a decisão e que, mesmo encerrado o prazo de propaganda eleitoral, ele irá recorrer da sentença.