Tema corrupção gera embate entre candidatos ao governo do Distrito Federal

O tema corrupção tomou conta de boa parte do debate entre os candidatos ao governo do Distrito Federal, promovido pelo SBT nesta quinta-feira (30). A discussão esquentou quando o líder nas pesquisas de intenção de voto, Agnelo Queiroz (PT), citou uma matéria do jornal Correio Braziliense de hoje.

A reportagem fala sobre um suposto desvio de R$ 1,3 milhão da área da saúde entre 97 e 98, período em que uma das secretárias da pasta foi Maninha, candidata a deputada distrital pelo Psol e mulher do candidato ao governo Toninho do Psol.

Agnelo respondia uma pergunta sobre corrupção feita por Toninho quando citou a reportagem e perguntou se o rival fiscalizaria casos como esse. Irritado, Toninho disse que a denúncia era uma "armação" do PT, do PMDB e da coligação de Agnelo. Chamou a denúncia de "ridícula" e criticou a publicação do principal jornal do DF.

Ao final do debate, em conversa com jornalistas, Toninho se disse "indignado" e repetiu que a fundação de saúde citada no material "nem existe mais". "A Maninha é referência ética no Distrito Federal", disse, classificando a denúncia de "gesto desesperado" do rival no final da campanha.

O tema corrupção foi citado desde o início do programa, quando os candidatos falaram sobre os principais problemas do DF e das possíveis soluções. Toninho destacou a "honestidade" de um eventual governo seu. "Eu quero um governo honesto, de participação popular, com controle das entidades da sociedade, para impedir que o governo do Distrito Federal continue nas páginas dos jornais como um governo de corrupção, uma vergonha nacional. A primeira medida será instalar auditorias nas administrações regionais e empresas do governo", disse.

Agnelo também citou o combate à corrupção em sua resposta. "Vivemos uma profunda crise política e moral no Distrito Federal, com a destruição de serviços públicos essenciais", disse, citando os problemas encontrados em áreas como a saúde, a segurança pública e a habitação. "Isso é fruto de 14 anos de bagunça e falta de planejamento. Nossa aliança tem o compromisso de resgatar a credibilidade do cidadão. Fazer um resgate da ética, da transparência", completou.