Mercadante afirma que "pesquisas vão dar o que a gente sente na rua"

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, afirmou nesta quinta-feira (30), que as pesquisas de intenção de voto "vão dar o que a gente sente na rua" e que ele irá disputar o segundo turno da eleição Paulista. Segundo Mercadante, a militância sentiu a "fragilidade do discurso do Alckmin" durante o último debate entre os candidatos e está otimista com o resultado que terá nas urnas.

Na pesquisa divulgada na edição desta quinta-feira da Folha de S.Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) tem 49% das intenções de voto e venceria ainda no primeiro turno. Mercadante aparece na mesma pesquisa com 27%.

"A pesquisa foi feita antes do debate, que teve um grande impacto junto à população. O sentimento é que ele fugiu da discussão. Acho que as pessoas querem ver o verdadeiro debate e no segundo turno não tem como ele fugir. Há um sentimento na nossa militância de entusiasmo e um clima de virada, que é sempre mais gostoso", afirmou o candidato, depois de uma carreata de 15km pela zona norte de São Paulo.

Mercadante disse ainda que a estratégia de seu adversário fortaleceu o discurso petista. "Quando ele fugiu de me perguntar, fazer uma discussão cara a cara, frente a frente, fortaleceu ainda mais o nosso discurso, a nossa militância e a nossa reta de chegada. As pesquisas vão ter de dar o que a gente sente na rua, o que as nossas pesquisas internas já vinham dando".

De acordo com Mercadante, o otimismo vem de um histórico de seu partido, o PT. "Nós estamos agora em uma reta final, que é o momento de mobilizar a nossa militância. A grande força que nós temos sempre foi a nossa militância. Fizemos um grande comicio com o Lula e com a Dilma, vamos fazer um outro grande hoje, em São Bernardo", disse.

Mesmo centralizando os últimos atos de campanha na Grande São Paulo, Mercadante diz esperar um bom resultado também no interior. "Nós vamos ter um resultado muito bom no Estado inteiro. O interior sentiu muito o governo do PSDB, o abuso dos pedágios, o abandono das ferrovias, a falta de incentivo fiscal, a privatização do Banespa, então a gente sente que no interior há uma simpatia muito grande em relação à nosa candidatura".