Campanha de Costa na web explora salário de professores

A polêmica envolvendo a política salarial dos professores da rede estadual de Ensino em Minas Gerais virou arma de campanha também na internet. O candidato ao governo Hélio Costa (PMDB) usou o assunto, à exaustão, desde o início oficial da corrida eleitoral, em 6 de julho. Nesta semana, o assunto voltou à internet por meio do blog "Juventude por Minas", ligado ao candidato do PMDB e a seu vice, Patrus Ananias (PT).

No blog e também no twitter @repórter15, um link com depoimentos de professores da rede estadual pode ser acessado. Na tela, várias queixas de servidores da Educação contra o valor dos salários pagos pelo governo Antonio Anastasia (PSDB). Uma professora diz, no seu depoimento, que tem salário base de R$ 550, mesmo tendo acumulado dez biênios.

Uma outra servidora afirma que trabalha há 34 anos no Estado e que o salário pago é "baixíssimo". Ela diz que até os alunos são mal atendidos pelo governo do Estado e que há professores "passando fome". Em outro depoimento, um professor declara que, para ele, o dia mais triste do mês é aquele em que vai receber o pagamento.

De acordo com o membro da Juventude do PT, Tiago Gonçalves, além de ter sido postado na internet, o material foi distribuído para a militância que atua na linha de frente. A ideia é multiplicar a ideia contida em uma das principais armas de ataque da coligação "Todos juntos por Minas".

A estratégia de usar politicamente o salário do servidor foi adotada desde o início da campanha. Em todos os debates de que participou, Costa explorou o assunto. Na TV também houve a exposição do tema durante os programas eleitorais.

O governador Antonio Anastasia passou um bom tempo da campanha respondendo às críticas do adversário sobre a política educacional do seu governo e do de Aécio Neves (de 2003 a março de 2010). Ele chegou a admitir que o salário não é o ideal, mas defendeu o projeto aprovado este ano na Assembleia, que, segundo Anastasia, garante muitos benefícios para a categoria.