Mercadante diz que PSDB faz "picuinha" no governo de SP

Candidato do PT prosseguiu com as críticas ao tucano Alckmin

     SÃO PAULO - O candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, afirmou durante o horário eleitoral gratuito na manhã desta segunda-feira, que o PSDB faz "picuinha política" na hora de firmar parcerias com o governo federal.  "O presidente Lula poderia ter feito muito mais se não tivesse essa picuinha política do PSDB que não quis fazer parcerias. Se a sua cidade não tem hoje o Samu, o Programa de Saúde da Família ou as Unidades de Pronto Atendimento (...), se não tem tudo isso é porque o PSDB não quis fazer a sua parte", disse o petista.

O programa de Mercadante veiculou ainda promessas feitas pelo adversário Geraldo Alckmin durante a campanha de 2002. "O Geraldo prometeu, não cumpriu. Saúde sem filas, ninguém viu. Rodoanel sem pedágio, ninguém viu. Escola de pobre igual à de rico, ninguém viu. Fala mal pelas costas, mas no debate fugiu", dizia o jingle tocado após as falas do tucano.

Por sua vez, Alckmin aproveitou sua propaganda para falar de suas propostas para diversas áreas, como a educação, a saúde e o meio ambiente, ressaltando os programas Via Rápida para o Emprego e o Dose Certa. "Vamos continuar com o trabalho de limpeza do rio Tietê. Meu compromisso é investir praticamente R$ 1,4 bilhão nessa obra que vai trazer benefícios para três milhões de pessoas", disse Geraldo.

Celso Russomanno, do Partido Progressista, também fez um resumo de suas propostas de governo para as áreas da saúde, educação e segurança pública. "Eu vou dobrar o policiamento preventivo e ostensivo. Todas as cidades terão um delegado de polícia", disse. O candidato pediu ainda o apoio voluntário dos eleitores para "virar o jogo". 

Por meio de um jingle, o empresário Paulo Skaf (PSB) disse acreditar na "zebra" no dia da votação. "Chega de Geraldo, chega de Mercadante. Preste atenção, pare e pense um instante. Aposte na zebra, está na hora de virar, aposte na zebra que é pra São Paulo ganhar", dizia a letra.

As inserções de Fabio Feldmann (PV) e Paulo Bufalo (Psol) já haviam sido veiculadas anteriormente.