Na TV, Alckmin pede votos para Anastasia, candidato de Minas

 

Em seu programa eleitoral da noite desta sexta-feira (24), o candidato tucano ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, pediu votos para o candidato ao governo de Minas Gerais pelo PSDB, Antonio Anastasia, falando sobre a parceria que fará com Minas gerais. "Conheço Anastasia, recomendo votar nele por sua competência e lealdade ao Aécio Neves, que será senador para defender Minas Gerais. Eleito, trabalharei com Anastasia, com projetos conjuntos, e José Serra presidente", afirmou Alckmin.

O tucano também falou, pela primeira vez, sobre o seu candidato a vice-governador, Afif. "Tenho muito orgulho de ter o Afif comigo. Ele vai me ajudar muito no que sempre fez com competência a vida inteira". Afif, em sua fala, afirmou que irá ampliar os projetos e abrir postos de trabalhos, ajudando quem está procurando emprego. O candidato a vice também disse que avançará com o projeto do EJA (Ensino de Jovens e Adultos) para que esses tenham mais chance de disputar um emprego. "Com o Geraldo, vamos ampliar os projetos e abrir postos de trabalhos", afirmou Afif. "Foi ele que implantou o programa estadual de qualificação, e em seu novo projeto dará força aos trabalhadores para fazerem cursos e terem uma melhor chance para estudar", disse Alckmin.

Mercadante 

O candidato petista ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, focou o seu programa na questão da educação e da aprovação automática. Mercadante voltou a criticar o PSDB ao dizer que o atual governo prejudica a educação pública. "Nos últimos 16 anos do PSDB, o governo do Estado desmoralizou o ensino público com a tal aprovação automática. (...) Aqui entre nós, você já viu a aprovação automática em colégio particular? É claro que não. Não consigo acreditar que o Alckmin acredita no que fala, nessa escola do PSDB que o aluno passa sem saber", disse.

O candidato prometeu trabalhar em conjunto com a presidenciável Dilma Rousseff, caso ela seja eleita, para melhorar a educação pública do Estado. Além de prometer acabar com a aprovação automática, o petista disse que pretende ser conhecido como o "governador da educação" e realizar convênios com as prefeituras, além de "voltar com o boletim", método de avaliação que o candidato alega não ter mais nas escolas do Estado.

Senado

Os candidatos ao Senado pela coligação encabeçada pelo PT, Marta Suplicy (PT) e Netinho de Paula (PCdoB) exibiram o seu programa eleitoral nesta sexta-feira em conjunto, mostrado o apoio recebido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os três apareceram sentados, juntos, em uma sala, enquanto conversavam sobre seus projetos. "Olha presidente, muitas das coisas que foram feitas no seu governo é o que quero batalhar no Senado também. Uma das grandes conquistas do seu governo foi a mobilidade social. O senhor está entregando um país para Dilma mais forte do que você recebeu", afirmou Marta. O candidato do PCdoB disse que pretende focar sua possível passagem pelo Senado na juventude. "Para esses adolescentes, a escola pública ainda é o caminho. Esse é meu lema. É dar o direito para o jovem da periferia", disse.

No final, Lula pediu voto para os candidatos de seu partido, incluindo Mercadante e a presidenciável Dilma Rousseff (PT). "Tenho certeza Marta, Netinho, que o povo de São Paulo precisa de vocês. Queria pedir a cada paulista que no dia 3 de outubro votasse Marta para senadora, Netinho para senador e Mercadante para governador", disse Lula.

O candidato ao Senado pelo PSDB, Aloysio Nunes, usou o seu programa eleitoral na noite desta sexta-feira para pedir votos para o presidenciável tucano José Serra. Aloysio, que está em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto pelo Senado de São Paulo e utiliza atualmente o horário destinado ao ex-candidato Orestes Quércia, citou as recentes notícias dos jornais sobre os escândalos na Casa Civil para criticar a presidenciável Dilma Rousseff (PT) e defender Serra.

"O Serra é profundamente comprometido com a democracia, com a Constituição. (...) Com ele governando, jamais aconteceria essa bandalheira que vimos nos jornais, na Casa Civil, que era dirigida pela Erenice Guerra, ex-braço direito da candidata do PT, Dilma", afirmou Aloysio. O tucano afirmou que Serra agirá na presidência "como agiu em São Paulo, com honestidade e respeito à lei". "E é por isso que quero estar no Senado ao lado do presidente José Serra, lutando com Geraldo para o melhor de São Paulo", disse.