Em ato pró-Marina, Simon apela por 2º turno contra Dilma

A lembrar os tempos do MDB, quando as lideranças políticas faziam atos públicos em suas próprias casas, o senador Pedro Simon (PMDB) recebeu a candidata à presidência Marina Silva (PV) para declarar seu apoio e sua crença num segundo turno. "Há uma onda verde no País. Hoje é o dia dos gaúchos. Além de Simon, Gisele Bündchen declarou que vota em Marina", comemorou presidenciável.

Disposto a fazer maratona em rádios e tevês, nos próximos nove dias, Simon destacou a biografia "realmente emocionante" da colega de Senado e se recusou a aceitar um desfecho sumário, com a vitória de Dilma Rousseff (PT). "Não podemos decidir a eleição no primeiro turno, com todas essas crises, esse diz-que-diz. Precisamos de segundo turno, com dez minutos para cada candidato", disse o líder gaúcho, que deseja o mesmo para seu Estado.

Simon ressaltou que não fala em nome do candidato do PMDB ao governo do Rio Grande do Sul, José Fogaça. Apenas representa a si mesmo: "Estou falando como Pedro Simon". Ele critica as manchetes de jornais que antecipam a vitória de Dilma. "Em todas as pesquisas, metade diz que não tem ainda candidato... Espero a Dilma e a Marina no segundo turno", apostou. "Serra foi caindo, caindo, caindo...".

Animada com as declarações de voto da modelo Gisele e do franciscano Simon, Marina avaliou que seu eleitorado 'não caiu nos velhos rótulos de esquerda e de direita". "Não podemos, em razão dos acertos, ter uma atitude complacente com os erros. Meu projeto é o segundo turno viável", apontou Marina.

Ao final do encontro, às 16h, Simon gravou um depoimento para o programa de TV da candidata. "Pedro, eu vou ter que ir correndo... Agora é Curitiba. A onda verde está em toda parte. Já passamos Serra no Rio, em Salvador, no Distrito Federal", Marina vibrou. Para não sobrar interrogação sobre seu embarque na onda marineira, Simon testemunhou: "Somos amigos da vida inteira".