Caso Erenice: "somos contra contratação de parentes", diz Dilma

Porto Alegre - Antes do comício em Porto Alegre, na noite desta sexta-feira (24), a candidata Dilma Rousseff (PT) comentou a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a queda da ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra. Em entrevista exclusiva ao portal Terra, Lula criticou a conduta de Erenice no poder e disse que a substituta de Dilma "perdeu a chance de ser uma grande funcionária pública".

"Eu conheci trezentos que iam ser grandes políticos, nenhum foi. Então, as pessoas, na medida em que têm uma oportunidade, as pessoas estão aqui para prestar serviço à sociedade. Se alguém acha que pode chegar aqui e se servir, sabe, cai do cavalo. Porque a pessoa pode me enganar um dia, pode me enganar, sabe, mas a pessoa não engana todo mundo ao mesmo tempo", opinou Lula.

Questionada pelo Terra, na coletiva à imprensa, a petista considerou "normal" a crítica do presidente. "(Recebi) normalmente. Acho que o presidente está fazendo uma avaliação não sobre qualquer situação de corrupção, mas sobre uma questão que nós somos contrários: a contratação de parentes e amigos. Nós jamais concordamos¿, avaliou.

Na hora do "minuto propositivo", como ela se refere ao tempo anterior às coletivas, quando comenta uma pauta de campanha, Dilma comemorou a megacapitalização da Petrobras, realizada nesta sexta. "É um momento histórico porque mostra que o Brasil mudou de patamar, não é mais um País que pensa pequeno". Em seguida, mordeu o governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), que cogitou mudar o nome da Petrobras para Petrobrax. "O Brasil é o que há de mais brasileiro... Não precisamos mudar pra X para captar dinheiro no mercado internacional", criticou. A respeito do impasse no Supremo Tribunal Federal (STF), em torno da constitucionalidade e da aplicação da Lei Ficha Limpa, Dilma lamentou a ausência de uma decisão do pleno. "Sei que a matéria saiu dessa instância e só o Supremo desempatará. Gostaria que houvesse uma definição. A decisão que eles tomarem, vamos aceitar. É a suprema corte do País".