Vice de Marina diz que PV não vai explorar crise da Casa Civil

O candidato a vice-presidente pelo PV, Guilherme Leal, disse, nesta quinta-feira (23), em Curitiba, que a campanha da presidenciável Marina Silva (PV) não irá explorar politicamente as denúncias de tráfico de influência na Casa Civil. "A situação é grave e, obviamente, deve ser objeto de apuração aprofundada. O órgão é um dos mais importantes, e a gravidade do caso é proporcional a essa importância. Mas isso não deve ser usado de forma eleitoreira", disse o candidato.
Leal admitiu, no entanto, que a exploração do caso pela candidatura de José Serra (PSDB), pode até beneficiar Marina, pois enquanto a imagem de Dilma Rousseff (PT) é atingida pelas denúncias, a rejeição ao candidato tucano cresce por conta de sua postura agressiva e Marina é a única candidata que cresce nas pesquisas. "O eleitor é dono de seu voto e está sabendo interpretar o posicionamento que cada candidato está adotando. Nós somos fiéis aos nossos princípios, de discutir programa, debater o futuro do Brasil. A eleição é importante demais para que se use para desinformar a sociedade", disse.
Leal disse que Marina demorou para subir nas pesquisas por ser, dos três principais candidatos, a menos conhecida pelo público. "Não se briga com pesquisas, mas elas demoraram para registrar o que já estamos vendo nas ruas. Os movimentos mais recentes mostram que os eleitores apoiam a coerência dela, o princípio de discutir o país e não questões menores", disse.
O candidato a vice disse que está confiante na chegada ao segundo turno, mas defendeu que a eleição vá para um novo embate, entre os dois primeiros colocados, independente de quem sejam os candidatos. "Acredito que lá estaremos, mas, independente disso, defendemos que o segundo turno é muito saudável para a democracia, para que o eleitor conheça ainda mais profundamente seus candidatos. Queremos um segundo turno, com quaisquer candidatos, mas lutaremos para estar lá", disse, reconhecendo que o crescimento de Marina, entretanto, pode ser decisivo para levar Serra ao segundo turno com Dilma.