TRE-SC proíbe candidato de falar "cara de pau" em propaganda

FLORIANÓPOLIS - O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Santa Catarina determinou que o candidato do PCdoB ao Senado, João Ghizoni, retire de seu programa eleitoral e de peças veiculadas em rádio e televisão a expressão "cara de pau", usada para se referir aos candidatos adversários Luiz Henrique da Silveira (PMDB) e Paulo Bauer (PSDB). Na propaganda, Ghizoni questiona a posição do governo catarinense diante do piso nacional de educação. Ele diz que os professores da rede estadual de ensino nunca teriam sido recebidos por Bauer, que ocupou a função de secretário de Educação no segundo mandato de Silveira. Ghizoni criticou ainda a ação impetrada pelo Estado contra a fixação do piso salarial. "Eles tiveram a cara de pau de entrar na Justiça para não pagar o salário de R$ 1.024,67, que é lei em todo o país", diz na propaganda. "É por isso que você, professor, recebe apenas R$ 609,46". O juiz eleitoral Carlos Vicente da Rosa Goés atendeu a um pedido do ex-governador, que se sentiu ofendido com a propaganda de Ghizoni. No entendimento do TRE, a expressão teria extrapolado a crítica política. "A narrativa extrapola a simples crítica política ao dizer que o representante teve a cara de pau de ingressar na Justiça para impedir o pagamento do piso salarial de uma categoria", afirmou, sem, no entanto, entender que as acusações foram caluniosas. O candidato do PCdoB ainda usou a propaganda para acusar os dois adversários de privatizarem a merenda escolar. "Entregaram de mão beijada para empresas de outros estados e provocando a demissão de cerca de 4 mil merendeiras", disse.