A pedido de Lula, Mercadante reúne 26 prefeitos e pede empenho

O candidato do PT ao governo paulista, Aloizio Mercadante, reuniu 26 prefeitos nesta quinta-feira (23), em São Bernardo do Campo, região do ABC paulista, para traçar a estratégia para a última semana de campanha antes da realização do primeiro turno da eleição estadual. A reunião, organizada pela coordenação da campanha de Mercadante e pelo prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT), teve por objetivo criar condições políticas para que Mercadante vá ao segundo turno da disputa. A ideia do encontro partiu do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva.

Na abertura da reunião, que foi fechada à imprensa, Luiz Marinho definiu assim o pedido de Lula. "Ele disse, do jeito dele, mais ou menos assim: que a gente precisa tirar a bunda da cadeira e botar para quebrar para garantir o 2º turno. Ele sabe que nós estamos trabalhando, mas que na reta final podemos fazer mais do que estamos fazendo.

Entre os prefeitos presentes, a grande maioria era da região metropolitana de São Paulo e da região de Campinas. Na avaliação de Mercadante, é aí que estão praticamente 70% do eleitorado do Estado.

"Agora não tem desculpa para não fazer campanha. Estamos entrando na reta final com entusiasmo. Pedimos para que os prefeitos priorizem a campanha nesta reta final e teremos dois grandes comícios para fechar a campanha.

Os comícios, com a presença do presidente da República, acontecem na segunda-feira (27) no Sambódromo paulistano, na zona norte da cidade, e na quinta-feira, último dia de campanha, em São Bernardo do Campo.

O evento da segunda-feira estava previsto inicialmente para a praça da Sé, mas foi vetado pela segurança da presidência da República. O comício de São Bernardo não contará com a candidata à presidência da República pelo PT, Dilma Rousseff, já que no mesmo dia ela participa do último debate antes da realização do primeiro turno, na Rede Globo.

Mercadante disse que a ideia de fechar a campanha em São Bernardo do Campo foi de Lula, que segundo ele passou a ser um "coordenador de honra da campanha".

"Ele já está pensando como cidadão que irá morar em São Paulo depois de deixar a presidência e está muito empenhado na minha eleição", afirmou. "A cidade é simbólica para ele e para o PT", afirmou.