"Não indiquei Erenice por ser minha amiga", diz Dilma

A candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, afirmou nesta quarta-feira (22) ser contra a indicação de parentes ou amigos para cargos junto ao poder público. "Não sou a favor da indicação de parentes nem sou a favor de indicação por critério de amizade", disse Dilma, em resposta a questionamento sobre o escândalo do suposto tráfico de influência envolvendo Israel Guerra, filho da ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra.

Ela deixou o cargo após as denúncias. Erenice sucedeu Dilma no comando da pasta considerada a mais importante na estrutura do Executivo. Erenice foi para a Casa Civil por indicação de Dilma, após terem trabalhado juntas no Ministério de Minas e Energia.

A candidata foi então lembrada de que havia feito a indicação utilizando o tal critério de amizade, mas negou que essa tenha sido a principal motivação. "Eu não indiquei a Erenice por ser minha amiga. Era uma pessoa que eu conheci no grupo de transição, uma pessoa do setor elétrico, uma advogada competente da área. Eu trouxe para o ministério a partir do grupo de energia da transição do governo Lula. Ela era uma militante histórica do PT".

Para a presidenciável, "se houve indicação por parentes ou critério de amizade" na Casa Civil, ela seria favorável a demissões dos indicados.

A candidata também recomendou cautela ao se fazer julgamentos apressados. "Por mais que seja da natureza humana querer antecipar o julgamento, eu acho que é prudente a gente não mexer na honra das pessoas sem ter a culpa comprovada. Tem certas acusações que deixam um ônus que a pessoa carrega pelo resto da vida, mesmo que depois se prove que ela é inocente".