Caso Erenice: denúncia é "arma de campanha" diz assessor de Lula

Tatiana Damasceno, Portal Terra

BRASÍLIA - O assessor da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, disse, nesta terça-feira (14), que as denúncias envolvendo a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, estão sendo utilizadas para fins eleitorais. "É evidente que é uma conotação político eleitoral isso. Independentemente de ser pertinente ou não a denúncia, ela está sendo utilizada para fins eleitorais. É verdade que a oposição está utilizando isso como arma de campanha", disse Garcia para jornalistas, no Palácio do Planalto. Reportagem da revista Veja afirmou que o filho da ministra, Israel Guerra, cobrava propina de empresas interessadas em fechar contratos com o governo.

Segundo ele, o eleitorado não se influenciará pelo escândalo e, consequentemente, a campanha da candidata petista à presidência, Dilma Rousseff, não seria afetada. "Eu acho que a eleição vai se travar em torno de questões de caráter mais programáticos, mais gerais. Sobre isso grande parte do eleitorado brasileiro tem opinião formada. Se ele mudar de opinião, ele mudará em função de questões deste tipo", disse.

Um ministro de Lula afirmou que Erenice estava "indignada" com as reportagens publicadas nos últimos dias, mas que o Planalto não interferiu nas notas à imprensa distribuídas pela Casa Civil.

Na tarde desta terça, Erenice encaminhou ofícios aos ministros Luiz Paulo Barreto, da Justiça, e Jorge Hage, da Controladoria-Geral da União (CGU), pedindo que as denúncias feitas contra ela sejam investigadas "rigorosamente". Na nota, a ministra também afirmou que o candidato do PSDB à presidência, José Serra, é "aético e já derrotado" e que as denúncias contra ela são "uma tentativa desesperada da criação de um 'fato novo'".