Grupo faz ato contra a volta do governador do Amapá ao cargo

Mario Tomaz, Portal Terra

MACAPÁ - Enquanto o governador do Amapá, Pedro Paulo Dias de Carvalho (PP), está preso em Brasília, em consequência da Operação Mãos Limpas, realizada na sexta-feira, movimentos pró e contra o político foram realizados neste domingo em Macapá. O governador e mais 17 pessoas foram presas suspeitas de desvio de recursos no governo.

Na manhã de hoje, organizações não-governamentais, membros da sociedade e membros do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), fizeram uma caminhada para promover a consciência na hora de votar. Eles disseram que os fraudulentos precisam continuar fora e não aceitam o retorno de Pedro Paulo ao governo do Estado. O retorno do político, segundo eles, suja a imagem da cidade e de um povo.

Segundo o participante Edinaldo Batista, o movimento foi criado para alertar a comunidade sobre aquilo que, de acordo com ele, às vezes até a mídia esconde e para dar oportunidade para que o bom senso prevaleça. "Somos e queremos ver nosso Amapá melhor e com pessoas envolvidas em escândalo fora. Nesse caso, não precisa o Pedro Paulo e nem os envolvidos voltarem para continuar a divulgação negativa do Estado", disse.

Já a Frente Popular, do candidato Camilo Capiberibe (PSB/PT), fez passeata pedindo Justiça no caso da prisão dos envolvidos. O grupo liderado pelo candidato a vice na chapa de Pedro Paulo, Alberto Góes, caminhou pela cidade pedindo a volta de Pedro Paulo.

Entre os presos estão o presidente do Tribunal de Contas do Estado, José Julio de Miranda Coelho, o prefeito de Macapá, Roberto Góes - que pagou fiança e foi liberado -, o primo dele Waldez Góes (PDT), ex-governador do Estado, e a mulher de Waldez, Marília Góes, além de empresários e servidores públicos. As prisões foram determinadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).