Dilma diz que não há relações de "carinho e amizade" com Irã

Portal Terra

S O PAULO - A candidata à presidência da República pelo PT, Dilma Rousseff, afirmou, durante o debate da noite deste domingo, que a relação entre o governo Lula e o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad não é de "carinho e de amizade" e sim um diálogo de busca pela paz, ao responder às criticas do presidenciável tucano José Serra por causa das ligações amistosas hoje entre do Brasil com o governante iraniano. "Jamais compactuarei com o desrespeito aos direitos humanos. Não se resolve essas questões só com o estômago. Temos que buscar a paz", enfatizou a petista.

"O governo se empenhou em tentar construir a paz, não em encobrir nada que estivesse escondido dentro do Irã e foi a pedido de governos ocidentais que fizemos isso, que buscamos esse diálogo de paz entre os povos", respondeu Dilma.

Contestando a resposta de sua adversária do PT, Serra chamou Dilma de "evasiva" e disse que ela não respondeu devidamente à pergunta. "As pessoas sabem que eu não sou caluniador nem evasivo, pela minha vida pública que tive. No seu caso não dá pra dizer. Que você é evasiva, já está praticamente demonstrado, por isso que (você) não vai a debates", criticou. "O governo brasileiro declarou ter relações de carinho e amizade com o ditador iraniano", reafirmou Serra.

Em seguida, Dilma contra-argumentou e disse que "ninguém tem relações de carinho com o Irã, são relações diplomáticas entre países". Por fim, a petista pediu que Serra não fosse pretensioso. "Lembre-se do que aconteceu na guerra entre os Estados Unidos e o Vietnã. Os Estados Unidos subestimaram o Vietnã. Então, não me substime", alertou

No direito de resposta concedido, Dilma acusou Serra de "massacrar" sua campanha. "Ele quer ganhar no tapetão. O que ele quer é virar a mesa da democracia. Não vou fazer acusações, não quero passar para a história como caluniadora", ressaltou.

Nervoso, Serra contestou dizendo que as questões de democracia não se resolvem com "braveza". "A Casa Civil parece ser um foco de problemas. Não é só o filho, não (de Erenice Guerra)! Pela terceira ou quarta vez, militantes petistas quebraram o sigilo e isso pode ser comprovado", ressaltou.