Na TV, Serra cola em Alckmin e Mercadante foca em saúde

Portal Terra

S O PAULO - O programa eleitoral do candidato ao governo de São Paulo pelo PSDB, Geraldo Alckmin, usou todo o seu espaço no horário eleitoral gratuito na noite desta quarta-feira (8)para promover a candidatura de José Serra (PSDB) à presidência. Além de novamente citar obras feitas por Serra e continuadas por Alckmin, o programa mostrou o presidenciável tucano dizendo que a parceria entre ele e o candidato a governador "é essencial" para o Estado. "São Paulo é minha terra e me conhece muito bem. Se eu for presidente, o Geraldo vai ter em Brasília todo apoio que São Paulo precisa. Eu e Geraldo trabalhamos juntos há muitos anos e tivemos resultados muito bons para a população", disse Serra.

Após citar obras feitas por Serra em São Paulo - enquanto governador, prefeito e ministro da Saúde - como Rodoanel, AMEs e ampliação do bilhete único para o metrô -, o narrador do programa faz um pedido: "Hoje, o povo de São Paulo tem uma grande chance. Reeleger Geraldo Alckmin e conduzir Serra à presidência da República. Sabem trabalhar juntos e vão fazer nosso Estado trabalhar ainda mais".

Alckmin ainda concluiu o horário defendendo seu partido, constantemente atacado pelos outros candidatos. "É o PSDB, fazendo o que precisa ser feito".

O programa de Aloizio Mercadante (PT) voltou a mostrar imagens do presidente Lula em comício ao lado do candidato. O petista prometeu que, se eleito, criará o ProUni da saúde. "Do mesmo jeito que o governo Lula comprou vagas nas universidades por custo muito baixo e fez o ProUni, vamos fazer o ProUni da saúde. Vamos comprar vagas de clínicas particulares para atender a saúde publica", afirmou, acrescentando que essa seria uma "solução de emergência" e que, depois, cobrará de sua equipe "soluções definitivas".

Mercadante ainda destacou as dimensões continentais do Estado em termos econômicos, comparando-o com outros países da América do Sul, e aproveitou para atacar o partido de seu rival Geraldo Alckmin. "O Estado de São Paulo precisa ser governado como um País. Não pode pensar pequeno. Não pode ser administrado como uma simples prefeitura (...) nos últimos 16 anos, o PSDB procurou transferir os próprios erros para as prefeituras e o governo federal", disse.

Apesar de o programa ter sido quase exclusivamente na saúde, o senador voltou a afirmar que acabará com a progressão continuada, vigente nas escolas do Estado.

O candidato ao Senado pelo PSDB, Aloysio Nunes, que desde segunda-feira ocupa o horário de Orestes Quércia - ex-candidato do PMDB ao Senado, que se afastou das Eleições por problemas de saúde - pela primeira vez, o tucano falou da desistência do peemedebista. "Quércia não é mais candidato ao Senado. Por razão de saúde. E teve a gentileza de declarar total apoio a minha candidatura", disse Aloysio.

O tucano também se dirigiu aos eleitores de Quércia e pediu orações para o ex-candidato e sua família. "Sabemos que o Quércia é forte, tem coragem e vai sair dessa. Ele tem nossas orações, nossa solidariedade, e aguardamos ele ao nosso lado".