Debate Estadão/Gazeta é marcado por cadeira de Dilma vazia

Portal Terra

S O PAULO - Mais um debate e mais uma vez a cadeira destinada à candidata Dilma Rousseff, do PT, a líder disparada nas pesquisas de intenção de votos, estava vazia. Talvez por isso, os presidenciáveis que participaram do debate Estadão/Gazeta - José Serra (PSDB), Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (Psol) - novamente repetiram o clima morno, com poucos embates. Destaque apenas para o candidato do Psol: uma porção de vezes, Plínio arrancou risos da plateia e até da mediadora Maria Lydia.

Logo no primeiro bloco, o candidato utilizou sua ironia já testada nos debates entre presidenciáveis realizados anteriormente. Sobre a ausência da candidata indicada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o socialista disparou: "Dilma foi ver o Pato Fu de novo (fazendo referência à tuitada da petista, que indicou o último álbum da banda mineira enquanto ocorria o debate da Aparecida/Canção Nova, no mês passado)".

O candidato do PSDB, José Serra, teve a oportunidade de explorar pela primeira vez em um debate transmitido ao vivo a violação de sigilo de sua filha, Verônica, mas o candidato tucano acabou lembrando o vazamento das provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). "As pessoas que trabalham com dados devem trabalhar com competência", disse. Logo em seguida, o tucano falou dos vazamentos na Receita Federal. "Ultimamente, ele tem sido utilizado com finalidades políticos eleitorais. O PT, partido da candidata (Dilma), tem usado esses dados", afirmou. Serra criticou ainda a ausência da ex-ministra: "ela terceiriza até o debate de campanha. É o presidente do partido e da República quem falam por ela", ironizou.

A pergunta mais contundente foi de Plínio, no quarto bloco. O candidato do Psol questionou Serra sobre a ausência do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em seu programa eleitoral gratuito. "Serra, você esconde FHC e mostra Lula no seu programa. O que você critica em FHC e elogia em Lula?".

Em sua resposta, o tucano defendeu sua amizade com o ex-presidente. "Sou amigo de Fernando Henrique. Quando fui ministro da Saúde, ele me deu total cobertura. O Lula é presidente da República. Passou pelo meu programa para citar um fato. Sou grato a muita gente na minha vida, com quem aprendi". Plínio, então, criticou Serra, afirmando que ele deveria demitir a sua "turma da televisão", o que arrancou risos da plateia. Marina novamente foi a mais apagada no embate.