Temer diz que não há silêncio sobre quebra de sigilo de tucanos

Vagner Magalhães, Portal Terra

S O PAULO - O candidato à vice-presidência da República na chapa de Dilma Rousseff (PT), o deputado federal Michel Temer (PMDB), afirmou na tarde desta terça-feira (26), em São Paulo, que gostaria de ver as denúncias da quebra de sigilo fiscal de quatro pessoas ligadas ao PSDB esclarecidas até o fim do calendário eleitoral. Ele afirmou que não acredita no envolvimento de membros da campanha de Dilma no assunto. As declarações foram dadas ao fim de uma palestra de Temer na Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil. A convidada era Dilma, que alegou problemas de agenda para não comparecer.

. "A própria Receita Federal está tomando providências. Está investigando e instaurou as mais variadas medidas administrativas. Não há silêncio sobre o assunto. Temos de levar a campanha em um nível elevado, técnico, que é o que interessa ao eleitorado. No Brasil, as instituições funcionam quando há apuração. Quando há acusação ou constatação, você não pode dar como coisa definitiva. Se houver responsabilização (do Estado) é claro que os responsáveis são punidos", disse ele. De acordo com Temer, já que se diz que o caso faz parte do processo eleitoral, seria bom que as investigações se dessem antes do dia 3 de outubro. "Não sei se é, nem creio que seja, mas se for, tem que concluir, se for possível, antes (do término) do calendário eleitoral", disse ele.

O candidato ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante (PT) foi incumbido de justificar a ausência de Dilma à palestra. "Ela teve um problema de agenda. São 27 Estados, estamos na reta final da campanha. Ela designou o Michel Temer e será bem representada", afirmou. Mercadante disse em nome da candidata que o canal de diálogo está aberto com a instituição.