Sem citar nome, Mercadante diz que o Alckmin "está nervoso"

Rose Mary de Souza, Portal Terra

CAMPINAS - Sem citar nomes, o candidato petista ao governo do Estado de São Paulo, Aloizio Mercante, disse que o seu oponente do PSDB, Geraldo Alckmin, está nervoso por 'mudar o tom' durante debate Estadão/Gazeta, que foi ao ar na última terça-feira (24), em que divulgou números incorretos sobre o seu projeto no Senado Federal que destinava verbas para a CPTM.

"Acho que o nervosismo do candidato tomou conta da campanha. Isso é um sintoma claro do nosso crescimento e perspectiva de vitória", comentou Mercadante, após a abertura do Sustentar 2010, evento sobre sustentabilidade e meio ambiente aberto no final da manhã desta quinta feira (26) em Campinas.

"Ele (Alckmin) fez uma acusação completamente injusta e infundada. Eu presidi a comissão de assuntos econômicos onde aquele tema foi proposto", continuou. "Não é um empréstimo de um bilhão de dólares. Nem isso eles sabem", comentou.

Segundo Mercadante, a destinação de verba foi uma votação simbólica aprovada em plenário. O candidato disse que chegou a interromper a campanha. "Estávamos eu e o Suplicy (senador Eduardo Suplicy,PT-SP) e uma suplente a senadora na casa. Portanto, é injusto, improcedente o valor e a critica do adversário".

E concluiu: "esse governo não tem direito de fazer em relação a financiamentos e empréstimos. Cheguei a interromper minha campanha para governo do Estado para ir a Brasília para aprovar quatro novos financiamentos para São Paulo".

Questionado sobre a viabilidade do Trem de Alta Velocidade (TAV) que ligará Rio de Janeiro, Campinas e São Paulo, Mercadante citou o governo tucano. "O governo do PSDB foi muito lento. Eles foram muito lentos em investir nas ferrovias e transporte sobre trilhos. O governo Lula já fez mais de mil quilômetros de ferrovia", comparou.

Sobre o tema de meio ambiente, Mercadante lembrou que a discussão sobre o pré-sal vai ocupar grande destaque nos próximos quatro anos. "É uma riqueza extraordinária, aqui na bacia de Santos". Outra questão lembrada por ele, que rendeu uma alfinetada ao governo do PSDB, foi quanto ao "desperdício de 25% nos dutos de água da Sabesp", e comparou com o Japão que está em torno de 3%. "Nós temos que investir e modernizar. Em São Paulo são 17 cidades que jogam esgoto in natura nos rios".

Suprapartidário

A abertura do Fórum Internacional Sustentar 2010, em Campinas, contou com a presença do prefeito da cidade Hélio de Oliveira Santos (PDT), um dos prefeitos aliados da coligação de Mercadante e Dilma. Foi notada também a presença do prefeito de Jaguariúna, Gustavo Reis (PPS), um dos apoiadores da eleição de Geraldo Alckmin (PSDB) e José Serra (PSDB). Reis foi apresentado como o presidente da Região Metropolitana de Campinas (RMC ).

Outro que compareceu ao evento foi o candidato a deputado federal Luciano Zica (PV) que é um dos coordenadores da campanha da verde Marina Silva. Zica disse que veio "representar Marina", pois a candidata estava com agenda na região Sul e não pôde comparecer a esse evento, que falou da sustentabilidade e meio ambiente.

O vice-presidente da Câmara Municipal de Cascais, de Portugal, Carlos Carreiras, fez um discurso de cerca de meia hora e lembrou que a partir de primeiro de janeiro de 2011, o Brasil terá "um novo líder, já que o grande líder, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, vai sair depois de transformar o Brasil e mostrar para o mundo a grande potência (que é o Brasil) por si só".