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S O PAULO - O candidato ao governo de São Paulo pelo PP, Celso Russomanno, afirmou, em entrevista concedida ao Jornal da Gazeta nesta segunda-feira (6), que quem tem que definir se o ex-governador Paulo Maluf (PP) pode ou não se candidatar é a Justiça. "Quem tem que decidir é o Tribunal Regional Eleitoral, a Justiça tem que responder. Eu só tenho a dizer que o Maluf tem uma série de coisas feitas em benefício ao Estado de São Paulo. Fez 30 km de metrô, enquanto nos últimos 16 anos, se fez 500 metros por ano. A Justiça tem que apurar e ninguém pode ser condenado antes de ser julgado", disse acrescentando que "quem vai governar São Paulo é Celso Russomanno que tem 20 anos de trabalho com o direito do consumidor".
O TRE-SP barrou a candidatura de Maluf a deputado federal baseado na Lei Ficha Limpa no dia 23 de agosto. De acordo com o julgamento, a condenação do ex-governador no Tribunal de Justiça de São Paulo pelo suposto envolvimento na compra de frangos superfaturada na prefeitura da capital, durante sua gestão, em 1996, enquadra-o na nova legislação.
Sobre os ataques direcionados ao candidato do PSDB Geraldo Alckmin, quando, na verdade, seu real opositor por uma vaga em um eventual segundo turno seria o petista Aloizio Mercadante, Russomanno respondeu que nunca citou o nome de nenhum dos dois rivais em sua campanha e acrescenta que suas críticas se voltam a atual administração porque é candidato ao governo. "Se você quer saber, amizade pessoal eu tenho dos dois lados, mais até com o candidato do governo, que foi até no meu casamento", afirmou.
O candidato criticou ainda o "Poupa Tempo" do governo do Estado, ressaltando a alcunha que leva de "Perca Tempo", afirmando que ele só se fez necessário por ineficiência do serviço público em geral. "O Poupa Tempo foi construído para resolver um problema da ineficiência dos outros serviços públicos, você quer tirar uma carteira de identidade, em vez de ir a delegacia do seu bairro, você tem que ir ao Poupa Tempo (...) agora já não é mais Poupa Tempo, é Perca Tempo. As pessoas ficam brincando com isso, porque ficam horas e horas para resolver um problema", atacou.
Russomanno voltou a afirmar que elevaria o salário do médico para algo entre R$ 12 mil e R$ 15 mil, caso fosse eleito, como medida para melhorar a saúde do Estado e que permitiria ao policial fazer hora extra, evitando assim que o funcionário faça "bicos" como segurança. Ele ainda quer aumentar o salário da polícia para R$ 4 mil, semelhante ao que ganha um soldado no Distrito Federal.