No rádio, Alckmin ironiza proposta de Mercadante para o metrô

Portal Terra

S O PAULO - O programa de rádio do candidato do PSDB ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, veiculado durante o horário eleitoral gratuito na manhã desta quarta-feira, ironizou as propostas do adversário Aloizio Mercadante (PT) para o transporte público.

"Outro dia um candidato começou a falar que ia fazer tantos quilômetros de metrô e mais tantos trem-bala, trem-foguete, trem-megaplusmasterrevolution", disse um dos personagens do programa tucano. "Eu também ouvi, foi na semana passada. Eu só não consegui ainda fechar a conta, meu laptop não conseguiu processar tudo, mas acho que daria uns 100 anos para fazer tudo", respondeu o outro. "Ah, deixa pra lá minha gente. É proposta que só aparece em filme", afirmou o locutor.

A inserção falou ainda sobre o Via Rápida para o Emprego, um programa que pretende oferecer cursos técnicos básicos de até 200 horas para formação de marceneiros, carpinteiros e eletricistas, entre outros. "O Via Rápida vai fazer esse bom casamento entre o setor produtivo e a formação profissional", disse Alckmin. Outro ponto abordado foi a Rede de Reabilitação Lucy Montoro criada no governo José Serra e que será ampliada.

Aloizio Mercadante voltou a atacar o valor cobrado nas praças de pedágio no estado e mostrou que um caminhoneiro que faz o percurso de São Paulo a Presidente Prudente, ida e volta, gasta R$ 786. "O preço dos pedágios pesa no seu bolso e atrasa a economia, porque aumenta o custo do frete. Isso significa passagens mais caras, vida mais cara. Tudo o que vai pela estrada, mais caro", afirmou Mercadante. Ele pediu uma chance ao eleitor para acabar com "esse abuso".

O programa petista ressaltou as ações de Mercadante como senador, afirmando que o candidato participou da aprovação de todas as verbas para São Paulo. "Os empréstimos são sempre aprovados por votações simbólicas", explicou o locutor. "Ou seja, a votação é uma formalidade", disse outra locutora, rebatendo as críticas tucanas que acusam o petista de faltar nas horas em que o estado mais precisava.

Celso Russomanno, do Partido Progressista, prometeu melhorar o salário dos funcionários da saúde. Os programas de Fabio Feldmann (PV), Paulo Skaf (PSB) e Paulo Bufalo (Psol) foram os mesmos já veiculados anteriormente.