SP: Mercadante e Russomanno atacam governos tucanos em debate

Portal Terra

S O PAULO - Logo no primeiro bloco do debate promovido nesta terça-feira pela Folha de S. Paulo, os candidatos ao governo de São Paulo Aloizio Mercadante (PT) e Celso Russomanno (PP) centralizaram suas críticas às lideranças tucanas, que dirigiram o Estado nos últimos quatro mandatos. Diante dos questionamentos relacionados à saúde, educação e segurança pública, o candidato Geraldo Alckmin (PSDB) defendeu seu partido dizendo que o governo federal não repassa verbas a São Paulo.

"O governo federal diminuiu de 52% para 44% o financiamento do SUS (Sistema Único de Saúde). No Estado de São Paulo, passou de 35% para 31% o financiamento. Lamentavelmente, o PT não prioriza a saúde, o que é um dos maiores problemas", disse Alckmin. Mercadante, por sua vez, alegou que o governo federal construiu hospitais no Estado. Em seguida, o tucano também criticou a falta de investimento em educação. "É muito fácil falar mal, mas dinheiro do Fundeb para São Paulo é zero".

Outro assunto abordado na primeira etapa do debate foi o saneamento básico. Russomanno criticou o trabalho da Sabesp e a falta de atuação do Órgão de Defesa do Consumidor. "Existe uma lei estadual em que o governo obriga a Sabesp a só coletar esgoto e não tratá-lo, principalmente dos presídios, que jogam tudo a céu aberto. A Sabesp não tem ventosas que eliminam o ar da rede de distribuição. Aqui o Órgão de Defesa do Consumidor nunca autuou a Sabesp por entrega de ar ao invés de água", afirmou Russomanno. Alckmin se defendeu dizendo que fez o programa Água Limpa, para municípios de até 50 mil habitantes, e o Onda Limpa, na baixada santista.

No final do primeiro bloco, os candidatos debateram sobre a segurança pública em São Paulo e relembraram os ataques do PCC em 2006, quando Alckmin tinha se afastado para concorrer à presidência, e Claudio Lembo, seu vice na época, ficou no comando do governo.

"No governo de Alckmin, o crime organizado tomou conta dos presídios. Temos que separar os presos por grau de periculosidade, implantar penas alternativas para crimes menores, investir na policia", disse Mercadante. "Os delegados de São Paulo têm o pior salário do país. Em Sergipe, é quase o dobro do que recebem em São Paulo. É preciso também ter batalhão de proteção na porta das escolas, para combater o crack", completou o petista.