Sistemas eleitorais estão disponíveis para análises antes da lacração

JB Online

BRASÍLIA - Transparência é uma das premissas de atuação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Prova disso é que a Corte disponibiliza, até 180 dias antes das eleições, todos os programas eleitorais para auditorias por parte dos partidos políticos, do Ministério Público (MP) e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Durante toda esta semana, os sistemas serão analisados por técnicos da empresa Cáritas Informática contratada pela coordenação de campanha da candidata do Partido dos Trabalhadores (PT) à Presidência da República, Dilma Rousseff.

Segundo o delegado nacional do PT, Frank Varela de Moura, o objetivo da visita dos técnicos é analisar os códigos-fonte dos sistemas eleitorais, para checar se os programas que o compõem e que serão utilizados no pleito de outubro estão funcionando da maneira correta. Queremos comprovar que o voto do eleitor seja efetivamente computado, totalizado corretamente, depois de sair da urna eletrônica, e divulgado da forma que deve ser , revela.

Moura explica que o trabalho de análise começa a ser feito desde que a Justiça Eleitoral disponibiliza para os partidos políticos os programas dos sistemas eleitorais. Nosso objetivo é garantir que os programas que saem do TSE são os que chegam às urnas e que o voto computado vai realmente para o candidato escolhido pelo eleitor, de maneira que não aconteça nenhum problema nesse caminho , ressalta.

De acordo com o representante do PT, o partido tem feito todo esse acompanhamento desde 1996, quando foi apresentado o primeiro projeto de voto eletrônico. De lá para cá, todos os anos fazemos esse trabalho de auditoria, por meio de uma empresa contratada e, normalmente, temos encontrado um processo muito robusto, seguro, forte, composto de várias etapas, feito por profissionais competentes e que garante uma segurança muito importante para o eleitor na hora de votar , destaca Moura.

O trabalho realizado pela empresa Cáritas Informática resultará em um relatório a ser apresentado pelo PT à Secretaria de Tecnologia da Informação do TSE. Conforme Moura, a intenção da legenda é apontar, caso haja, falhas ou imperfeições nos sistemas, com o intuito de contribuir para o aperfeiçoamento do processo eleitoral brasileiro.

Desde esta segunda-feira (16), em um espaço montado na sede do TSE, técnicos e analistas da Seção de Voto Informatizado e da Seção de Processamento de Eleições I do Tribunal têm feito testes simulados de compilação e lacração de todos os sistemas eleitorais que serão utilizados nas eleições gerais de outubro. O objetivo é simular os procedimentos adotados pela Corte para garantir a segurança e a credibilidade do pleito eleitoral.

Os simulados se darão por etapas. Depois de ligadas as máquinas, serão feitas simulações da lacração de todos os programas desenvolvidos para a eleição. Em seguida, será feito um ensaio da compilação dos programas, isto é, quando eles deixam de ser códigos-fonte e passam a ser executáveis.

Por último, serão simuladas as assinaturas digitais dos sistemas, que lhes assegura integridade e autenticidade, ou seja, garante a preservação de suas características originais, além de confirmar que o programa tem origem oficial e foi gerado pelo TSE.

Os testes simulados são uma espécie de ensaio da Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas Eleitorais, que acontecerá no auditório da Corte, de 24 de agosto a 2 de setembro. Participarão da cerimônia, aberta ao público, representantes dos partidos políticos, da OAB, do MP e de instituições interessadas.

Para mais informações sobre o sistema eletrônico de votação, acesse o site www.tse.jus.br/urnaeletronica.

Informações do TSE