Serra nega agressividade em debate

Marcela Rocha, Portal Terra

S O PAULO - Ao termino do debate Folha-UOL o candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, disse não crer que tenha sido um confronto agressivo, rechaçou a ideia de que tenha subido o tom e destacou que alguns pontos poderiam ter sido melhor explorados. A título de exemplo, o tucano disse que uma pergunta que ficou sem resposta foi sobre as altas cargas tributárias. Segundo ele Dilma não concorda que os impostos sejam muito altos.

O tucano afirma que embora o formato online seja menos rígido quanto ao tempo de resposta, acredita que algumas perguntas ficaram no ar. "Por que o governo aumentou o que chama de incentivo as atividades econômicas e o imposto federal sobre energia elétrica?", questionou. Para o candidato nós temos as tarifas mais caras do mundo e isso conspira "contra o desenvolvimento".

Serra colocou mais uma pergunta: "Por que aumentou tão fortemente os impostos federais sobre o saneamento?". O tucano afirmou que isto conspira também contra o investimento em saneamento. "O verdadeiro investimento em saneamento é o que faz o tesouro, os impostos tiram R$ 2 bilhões da população e não voltam em investimento. Isto explica a performance muito ruim do Brasil em matéria de saneamento".

Desde o começo o debate teve clima quente. Nos três primeiros blocos, onde candidato perguntava para candidato, Serra e Dilma tiveram atritos e não pouparam munição. Já no primeiro bloco Serra disparou: "De fato em matéria de quanto pior melhor, o PT é campeão".

No segundo bloco o tucano manteve a estratégia de atacar a petista apontando que a responsabilidade pelo vazamento das provas do Enem foi do governo federal. No bloco seguinte, seguiram-se as trocas de farpas entre os candidatos, debatendo sobre reforma tributária e investimento no sistema de saneamento básico.