BA: Candidatos ao Senado voltam ao bate-boca em novo debate

Davi Lemos, Portal Terra

SALVADOR - Quatro dos nove principais candidatos ao Senado pela Bahia estiveram na segunda rodada de debates promovida pela TV Aratu/SBT, nesta terça-feira (17), e voltaram a protagonizar cenas de bate-boca nos momentos de discussão livre, proposta da emissora para evitar o engessamento das discussões.

No primeiro confronto direto, o senador César Borges (PR), candidato à reeleição, indagou ao candidato Luiz Carlos França (PSOL) se ele seria a favor da proposta do presidenciável Plínio Arruda Sampaio de por fim no Senado. "Precisamos abrir este debate", argumentou o socialista, para quem é uma "excrescência" o mandato de oito anos.

No mesmo bloco, houve embate entre os candidatos Walter Pinheiro (PT) e José Ronaldo (DEM). O petista argumentou que o governo de Jaques Wagner estabeleceu relação mais respeitosa com os municípios, inclusive os de oposição, como Feira de Santana, que foi por oito anos administrada pelo democrata.

Além de dizer que Wagner não é republicano, nem democrata, José Ronaldo acusou o governador de ter dois comportamentos, antes e depois das eleições municipais, quando, segundo ele, passou a privilegiar as administrações que aderiram ao seu projeto. "Wagner chamou os prefeitos de birutas de aeroporto", contou o democrata.

Números

No confronto entre o petista e o democrata, houve também gritante disparidade entre números apresentados. José Ronaldo disse que o governo petista tinha gasto apenas R$ 111 milhões em segurança pública, enquanto já havia gastado R$ 300 milhões em publicidade. Segundo Pinheiro, os investimentos em segurança foram da ordem de R$ 6,1 bilhões. Para José Ronaldo, tratava-se de "muita ficção".

Ainda no primeiro bloco do debate, o jornalista Casemiro Neto, que fazia a mediação, fez perguntas aos candidatos. Ao senador César Borges, perguntou qual seria sua posição política, uma vez que chegou a costurar uma aliança com Wagner, antes de fechar na chapa de Geddel Vieira Lima (PMDB). "Esta conversa política (com Wagner) não chegou ao final, não teve conclusão", disse Borges, que admitiu não ter dificuldades de conversar com quaisquer grupos políticos.

Já ao candidato Walter Pinheiro foi indagado se cumpriria os oito anos de mandato, uma vez que se especula que ele já se colocaria como possível candidato à prefeitura de Salvador, até mesmo à sucessão de Wagner, em 2014. "Cumpre-se os oito anos de mandato. O compromisso é levar para o Senado a experiência de quatro anos de mandato (no governo Wagner)", disse Pinheiro.