Após debate, Russomanno diz que Alckmin é "vítima de plantão"

Mariana Lanza e Vagner Magalhães, Portal Terra

S O PAULO - Durante o debate promovido pela Folha de S. Paulo, nesta terça-feira (17), Geraldo Alckmin (PSDB) reclamou mais de uma vez que precisava responder aos ataques dos também candidatos ao governo do Estado de São Paulo Aloizio Mercadante (PT) e Celso Russomanno (PP), que centralizaram suas críticas à administração tucana. Após o "confronto", Alckmin disse que aconteceu o mesmo no debate da Band, na última quinta-feira (12). "Aqui se repetiu o que houve no debate da 'Bandeirantes': dois contra um. Então, acho que fica claro. Os nossos adversários não têm propostas para São Paulo. É agressão, agressão, agressão. Acho que isso não leva a nada".

Ao ser questionado pelo Terra se ele e Mercadante se "uniram" contra Alckmin, Russomanno chamou o adversário de "vítima de plantão". "Isso é ridículo. Ele está se fazendo de vítima de plantão? Ele está vítima de plantão, só pode ser isso. Alguém que ficou seis anos como vice, seis como governador e quatro como secretário e não sabe o que está acontecendo dentro do governo, está fazendo plantão de vítima", afirmou o candidato do PP.

Ainda segundo Russomanno, o debate desta terça foi melhor do que os anteriores, "porque os candidatos foram obrigados a perguntar ao Celso Russomanno e não puderam fugir das propostas que eu tenho ao Estado de São Paulo". O candidato do PP disse também que está apontando os defeitos e apresentando soluções. "Eu tenho soluções para resolver o serviço público no Estado, afinal esta é a minha especialidade", defendeu Russomanno.

Apesar de ter considerado um debate de "dois contra um", Alckmin considerou o confronto uma boa oportunidade para falar do futuro da saúde, da educação, segurança e transporte, e relembrou Mário Covas. "Acredito muito na maturidade do nosso eleitorado. O Mário Covas dizia: 'o eleitor não erra. O povo não erra'. A população distingue bem essas críticas de véspera de eleição do trabalho sério que foi feito desde a época do Mário Covas até hoje. Nós não herdamos governo. Nós conquistamos governo e a confiança da população".