Bolsas de NY fecham sem direção única, com petróleo e bancos no radar

Os mercados acionários americanos encerraram o pregão desta quarta-feira, 8, sem direção única, à medida que os agentes monitoraram a escalada das disputas comerciais entre Estados Unidos e China, que afetou os preços do petróleo, os quais apresentaram forte queda e chegaram ao menor nível em seis semanas.

O índice Dow Jones fechou em baixa de 0,18%, aos 25.583,75 pontos; o S&P 500 recuou 0,03%, aos 2.857,70 pontos; e o Nasdaq teve alta de 0,06%, aos 7.888,33 pontos.

A partir de 0h01 do dia 23 de agosto (horário de Pequim), a China passará a impor tarifas sobre US$ 16 bilhões em importações americanas, incluindo petróleo, alumínio, carvão e diesel. Os temores de que o óleo cru dos EUA seria afetado pelas tensões comerciais entre os dois países já haviam atingido os preços da commodity em 11 de julho, quando a cotação do WTI chegou a perder 5% e a do Brent despencou quase 7% em Londres.

O dia, que já não andava muito bom para os futuros de petróleo, piorou no fim da manhã, quando o Departamento de Energia americano (DoE, na sigla em inglês) apontou que o volume estocado da commodity recuou menos do que o previsto por analistas. Ao mesmo tempo, as exportações do petróleo iraniano seguem monitoradas pelos investidores. Nesta quarta-feira, o ministro de relações exteriores do país persa, Mohammad Zarif, disse que é impossível zerar as exportações de petróleo iraniano, mesmo com as ameaças de Donald Trump no radar.

"Acreditamos ser muito improvável que o governo americano tenha sucesso em reduzir as exportações iranianas a zero. Nossa expectativa é a de que essa ameaça mais agressiva das sanções americanas retire de 800 mil a 1 milhão de barris diários de óleo do Irã do mercado", comentou o economista Ehsan Khoman, do MUFG. Não por acaso, os preços do petróleo tanto em Londres quando em Nova York caíram 3% e influenciaram negativamente os preços de companhias de energia. A Chevron fechou em queda de 1,04%, a ExxonMobil recuou 0,66% e a ConocoPhillips perdeu 2,07%.

Como contraponto, o subíndice financeiro do S&P 500 encerrou o dia em alta de 0,26%, aos 471,96 pontos, ajudado por ações de bancos. As instituições financeiras reagiram positivamente a comentários do presidente da distrital de Richmond do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Thomas Barkin, que apontou que taxas de juros mais altas proporcionariam munição no combate a uma futura desaceleração da economia dos EUA. Além disso, Barkin ressaltou que a autoridade monetária dos EUA deve seguir adiante com as políticas de aperto monetário "à medida que a economia pede a volta dos níveis normais". O JPMorgan subiu 0,20%, o Citigroup avançou 0,66% e o Wells Fargo ganhou 0,63%.