Ultrapar sobe 7,56%? Veja no posto Ipiranga

Apesar do lucro líquido de R$ 241,6 milhões no 2º trimestre, acusar modesto crescimento de 2,6% sobre o mesmo período de 2017, o grupo Ultrapar (Ultra Participações) que atua na petroquímica (Oxiteno) e na distribuição de combustíveis e gás (Ipiranga/Ultragaz/Extrafarma) e armazenagem para granéis líquidos (Ultracargo) animou os investidores e subiu 7,56% (máxima de 10,5% no dia) na Bovespa, ao anunciar a distribuição de juros sobre capital próprio. 

É que analistas e investidores assimilaram como positivas as notas explicativas do grupo que controla a segunda rede de distribuição de combustíveis do país. Segundo a Ultrapar, a greve dos caminhoneiros, afetou mais fortemente o mercado de distribuição de combustíveis, com bloqueios nas bases de distribuição e impossibilidade de escoar produtos, além de uma redução imediata e significativa no preço do diesel, alterando as perspectivas iniciais do trimestre.

Segundo nota explicativa no balanço trimestral, “a greve atingiu praticamente todos os negócios da Companhia, principalmente a Ipiranga, gerando perdas financeiras da ordem de R$ 200 milhões para o Ultra”. 

Perdas de R$ 800 milhões

Considerando que a BR Distribuidora também reportou perda de R$ 200 milhões, os prejuízos dos distribuidores de combustíveis e gás pode ter passado de R$ 800 milhões. Ainda assim, a BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras, que divulga hoje o seu balanço trimestral, fechou o 2º trimestre do ano com lucro líquido de R$ 263 milhões, aumento de 275,7% em comparação aos R$ 70 milhões do mesmo período de 2017, segundo comunicado ao mercado na noite de quarta-feira. 

A líder do mercado de distribuição de combustíveis do país, à frente da Ipiranga, fechou o trimestre com aumento da receita líquida em todos os segmentos e crescimento de 21,2% em relação ao mesmo período de 2017 e de 4,9% frente ao 1º trimestre de 2018. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve queda de 4,2% no volume vendido, devido à greve dos caminhoneiros, mas a companhia manteve a estratégia de manutenção da rentabilidade, atingindo a margem bruta de R$ 131 por metro cúbico (m³), com acréscimo de 7,6% em relação ao 2T17, explicou a companhia. 

Petrobras acima de R$ 7 bilhões

As ações da Petrobras foram o grande destaque de alta e de volume negociado ontem na Bolsa. Os papéis subiram 1,68% (ON) e 2,00% (PN), em resposta ao avanço expressivo dos preços do petróleo e às especulações com os números do balanço trimestral da empresa, hoje. 

Após apresentar lucro de R$ 6,9 billhões no 1º trimestre, com alta de 56% sobre o mesmo período de 2017, os analistas apostam em resultado ainda mais expressivo, com aumento de 22% a 27% no lucro. Ou seja, tende a ficar próximo a R$ 7,5 bilhões. Seria o 2º lucro trimestral robusto da estatal, acumulando mais de R$15 bilhões em 2018 e um aumento extraordinário frente aos R$ 316 milhões no 2º trimestre de 2017.