Juros curto e médio operam nos ajustes à espera do Copom; longo sobe com dólar

Os juros futuros de curto e médio prazos oscilam próximos dos ajustes anteriores à espera do Copom, enquanto os juros longos mostram viés de alta em linha com o dólar.

Os investidores operam nesta quarta-feira, 1, sob cautela moderada em meio ao fortalecimento do dólar no exterior. Nesta manhã, nos EUA, foi divulgado que o setor privado gerou 219 mil empregos em julho, acima da previsão 185 mil vagas. O dado de junho foi revisado de 177 mil para 181 mil empregos. A moeda americana está em alta frente divisas principais e emergentes ligadas a commodities.

Há um compasso de espera também pelas decisões de juros do Federal Reserve (Fed) e do Copom, que serão anunciados à tarde. As expectativas são de manutenção das taxas na faixa de 1,75% a 2% ao ano nos EUA e, no caso da Selic, em 6,5%, respectivamente. Assim, as atenções estão sobre os sinais que podem ser trazidos pelos comunicados desses encontros.

Lá fora, a guerra comercial entre EUA e China volta a pesar. Na terça-feira, a imprensa americana informou que o governo Trump pode elevar de 10% para 25% a alíquota das tarifas sobre US$ 200 bilhões em importações da China. O governo chinês já ameaçou retaliar e disse que a pressão feita pelos EUA não funcionará.

No Brasil, mais cedo, o IBGE informou que o Índice de Preços ao Produtor (IPP), que inclui preços da indústria extrativa e de transformação, registrou alta de 2,28% em junho. A taxa de maio foi revisada de uma elevação de 2,33% para avanço de 2,55%. O IPP mede a evolução dos preços de produtos na "porta da fábrica", sem impostos e fretes, da indústria extrativa e de 23 setores da indústria de transformação. Com o resultado de junho, o IPP de indústrias de transformação e extrativa acumulou aumento de 8,62% no ano e elevação de 13,45% em 12 meses.

Já a FGV anunciou que o Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) subiu 0,17% em julho, em forte desaceleração após a taxa de 1,19% apurada em junho, refletindo a normalização da oferta de produtos após a greve dos caminhoneiros ter provocado um repique de preços. Com o resultado, o IPC-S acumula avanços de 3,17% no ano e de 4,22% em 12 meses. O resultado mensal do IPC-S ficou abaixo da mediana de 0,24% obtida em pesquisa do Projeções Broadcast, mas dentro do intervalo de 0,08% a 0,31%.

Às 9h48, o DI para janeiro de 2019 estava em 6,620%, na máxima, de 6,622% no ajuste de terça. O DI para janeiro de 2020 exibia 7,85%, na mínima, de 7,89%, enquanto o vencimento para janeiro de 2021 marcava 8,88%, na mínima, de 8,92% no ajuste anterior. Já o DI para janeiro de 2023 estava a 10,36%, igual ao ajuste de terça-feira. E o DI para janeiro de 2025 subia para 11,00%, de 10,98%. o dólar à vista avançava 0,15%, aos R$ 3,760. O dólar futuro de setembro estava em alta de 0,13%, aos R$ 3,7735.