Juros futuros fecham com viés de alta na ponta longa

A ligeira aceleração dos ganhos do dólar ante o real na última hora incutiu um viés de alta para os juros futuros de longo prazo, enquanto os vértices curtos e intermediários fecharam com taxas perto dos ajustes anteriores. Contudo, no geral, a sessão desta segunda-feira, 30, foi de liquidez muito baixa e taxas rondando a estabilidade, com o mercado em compasso de espera pelas decisões de política monetária do Banco do Japão (BoJ, em inglês), do Federal Reserve, do Copom e do Banco da Inglaterra (BoE).

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 fechou em 6,625%, de 6,622% no ajuste de sexta-feira, e a do DI para janeiro de 2020 fechou estável em 7,91%. Também ficou estável a taxa do DI para janeiro de 2021, a 8,90%. A taxa do DI para janeiro de 2023 encerrou em 10,30%, de 10,28%, e a do DI para janeiro de 2025 passou de 10,87% para 10,90%.

As taxas passaram o dia de lado, mas na última hora as do trecho longo ensaiaram alta, na medida em que o dólar ampliava o avanço, mas sem atingir as máximas. O movimento da moeda ante o real está descolado do registrado ante as demais divisas de economias emergentes e é justificado por fatores técnicos relacionados à disputa na formação da Ptax. A taxa de terça-feira será a referência para a liquidação de contratos futuros que vencem na quarta-feira. Às 16h31, o dólar à vista subia 0,31%, aos R$ 3,7288.

A segunda-feira é de alta de juros ao redor do mundo, reflexo da expectativa do mercado pelo resultado das reuniões de política monetária, que começam pelo BoJ. Parte dos analistas acredita que será anunciado um ajuste na meta para o yield (retorno) do bônus de 10 anos. O resultado será conhecido à 0h desta terça-feira. Para o Copom, na quarta-feira, a expectativa majoritária nas mesas e nos Departamentos Econômicos é de manutenção da Selic em 6,50%.