Caixa troca sede por economia de R$ 2,6 milhões por mês

Banco da casa própria ainda “paga” aluguel

Principal banco da casa própria do país, gestor do FGTS e do programa Minha Casa, Minha Vida, com a maior fatia da caderneta de poupança que financia empreendimentos imobiliários, a Caixa Econômica Federal não tem casa própria no Rio de Janeiro. “Mora de aluguel”. Mas aproveitou a baixa geral do mercado imobiliário carioca, com ampla oferta de empreendimentos corporativos no Centro do Rio, para fazer uma mudança e economizar dinheiro.

Em operação oficializada ontem, em nota oficial, a Caixa informou que irá deixar a sua antiga sede na Avenida Almirante Barroso na esquina da Avenida Rio Branco, onde estava desde o início dos anos 70, para se acomodar, a partir de novembro, em uma das torres do Passeio Corporate, localizado na rua das Marrecas, 20, Cinelândia. A transferência ocorrerá de forma gradual, até junho de 2019. Nos próximos meses, o novo espaço, de 110 mil m2 vai ser adaptado para realocar os funcionários da CEF em um prédio mais moderno. 

O antigo prédio sede da CEF no Rio foi vendido no governo Fernando Henrique Cardoso a um fundo imobiliário do BTG-Pactual, a quem pagava altos aluguéis mensais. O BTG também alugava outras unidades à Caixa na esquina de Almirante Barroso com a Avenida Graça Aranha, no Centro. A mudança de edifício, que vai gerar uma economia de cerca de R$ 2,6 milhões mensais, será uma troca de gestor de fundos imobiliários. O Passeio Corporate é um dos vários empreendimentos do Fundo Imobiliário do Banco Opportunity, vago há mais de dois anos no Centro.

Por enquanto a CAIXA Cultural manterá a programação até o fim do ano no mesmo local. Depois se mudará para o terceiro andar do novo prédio, com quatro galerias, um cinema, um teatro, foyer e salas do programa educativo gente arteira, além do piano, hoje disponível no saguão para os frequentadores tocarem. 

O Teatro da CAIXA Nelson Rodrigues, com 409 lugares e reformado em 2017, permanecerá funcionando no mesmo local, na antiga sede do Banco Nacional da Habitação, na Avenida Chile. O BNH foi extinto no Governo Sarney, em novembro de 1986 e incorporado à Caixa Econômica Federal, que assumiu a gestão dos programas habitacionais, de saneamento e o FGTS.