Juros curtos fecham estáveis e longos recuam em sessão de liquidez fraca

Os juros futuros fecharam a sessão regular perto da estabilidade nos contratos de curto prazo e em baixa nos demais vencimentos. Após recuarem em bloco pela manhã, à tarde as taxas curtas perderam ritmo de queda na medida em que o dólar se firmou em alta após o fechamento da Ptax de junho, mas profissionais da área de renda fixa ponderam que os negócios tiveram hoje baixa liquidez, o que compromete conclusões mais firmes sobre o comportamento da curva.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 fechou em 6,830%, de 6,828% no ajuste de ontem, e a taxa do DI para janeiro de 2020 passou de 8,33% para 8,32%. A taxa do DI para janeiro de 2021 caiu de 9,35% para 9,31% e a do DI para janeiro de 2023 encerrou na mínima de 10,80%, ante 10,89%. A ponta longa fechou nas mínimas da sessão, com aumento de aplicação nas taxas em decorrência de fatores técnicos relacionados a grande vencimento de títulos públicos na segunda-feira e ajustes dos fundos IRF-M no fim de semestre.

A sexta-feira teve agenda relevante, com a divulgação de dados do setor público e a Pnad Contínua, mas que não chegaram a mexer com os preços. Assim, o declínio moderado das taxas em boa parte do dia foi atribuído a uma continuidade do movimento de ontem, ainda sob o efeito da mensagem reforçada pelo Relatório de Inflação, de que a intenção do Banco Central é deixar a Selic em 6,50%, mantidas as atuais condições. "O BC deixou claro que com o câmbio não rasgando e expectativas não desancorando, a tendência é manter a taxa", disse o gestor de renda fixa da Absolute Investimentos, Renato Botto.

O quadro externo hoje ameno também contribuiu para aliviar um pouco os prêmios, com bom desempenho das moedas de economias emergentes, exceto peso mexicano, peso argentino e real, pressionados por questões locais. No Brasil, o câmbio foi marcado pela disputa de comprados e vendidos em torno da Ptax.

O coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Luis Felipe Vital, informou que a instituição vai continuar com atuações extraordinárias no mercado na semana que vem. As atuações ocorrerão na terça (3/7) e na quarta (4/7). Na terça, haverá leilão de compra e venda de NTN-B e, na quarta, será de NTN-F, também de compra e venda. O leilão tradicional de venda de NTN-F não será realizado na semana que vem, mas a venda de LFT programada para quinta-feira (5/7) está mantida. O leilão tradicional de LTN, também programado para quinta, será mantido caso as condições de mercado sejam propícias.

Na última hora, entre os destaques do noticiário, está a informação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de que manteve a bandeira vermelha patamar 2 para as contas de luz no mês de julho.