Juros futuros fecham em queda firme, com RTI e bom humor no exterior

Os juros futuros fecharam a sessão regular em queda firme, tendo ampliado o movimento na última hora, com mínimas nos vencimentos de curto e médio prazos. A aceleração do recuo das taxas não foi atribuído a fatores específicos, mas sim ao aumento do apetite pelo risco no exterior, o que amplia os ganhos de moedas emergentes contra o dólar e também das ações. Com isso, a curva acentuou o alívio de prêmios que dava o tom aos negócios desde manhã, após a divulgação do Relatório Trimestral de Inflação (RTI).

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 fechou com taxa de 6,825%, de 6,975% ontem no ajuste. No chamado miolo da curva, as taxas caíram mais de 20 pontos-base, como a do DI para janeiro de 2020, que terminou em 8,33%, de 8,55% no ajuste anterior. A taxa do DI para janeiro de 2021 recuou de 9,55% para 9,35% e a do DI para janeiro de 2023 terminou em 10,89%, de 11,02%.

O dólar perde força ante as divisas das principais economias emergentes, com destaque para o peso mexicano, com alta de mais de 2% sobre a moeda americana perto das 16h30. Já as bolsas de Nova York renovaram máximas nesta tarde em reação às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que classificou como "bom acordo" as negociações com a Coreia do Sul e destacou que a União Europeia está buscando um acordo comercial com os EUA. O Dow Jones subia 0,53% e o S&P 500, +0,69%.

Internamente, o destaque foi o RTI, cuja leitura reforçou a mensagem da ata e do comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) de que o cenário-base do Banco Central é manter a Selic em 6,5% nos próximos meses. Na visão dos analistas, a autoridade monetária parece mais preocupada com o impacto da fraqueza da atividade do que do câmbio sobre os preços.

A pesquisa CNI/Ibope de intenções de voto para a Presidência trouxe algum alívio, na medida em que não mostrou mudanças em relação ao quadro que já se tinha da corrida eleitoral. Nas simulações com o ex-presidente Lula na disputa, ele lidera com 33% das intenções de voto. Sem o petista, Jair Bolsonaro (PSL), com 17%, e Marina Silva (Rede), com 13%, aparecem tecnicamente empatados. A pesquisa foi feita entre 21 a 24 de junho com 2 mil pessoas em 128 municípios, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-02265/2018. A margem de erro é de dois pontos porcentuais.