Taxas futuras oscilam com dólar e Copom no radar

Os juros futuros oscilam na manhã desta segunda-feira, 18, com queda nas taxas curtas e viés de alta nas longas, em meio à alta do dólar ante o real e expectativas pela decisão de juros do Copom, na quarta-feira (20).

Segundo um operador de renda fixa, a curva está precificando hoje 76% de chance de alta de 0,25 ponto porcentual da Selic e 24% de chances de manutenção em 6,50% ao ano. Vale observar que os fundamentos macroeconômicos ainda justificam, na avaliação dos economistas, a manutenção da taxa básica em 6,50% ao ano.

"Em semana de Copom, deve prevalecer a cautela dos investidores", escreveram os analistas da LCA Consultores. A influência do dólar incerta, porque a moeda tem sinais mistos no exterior nesta manhã.

Nesta semana, o Tesouro vai realizar leilões extraordinários de compra e venda de títulos, ofertando, além das NTN-F, também NTN-B e LTN. Nesta segunda, o Tesouro começa com ofertas de compra e venda de NTN-F (11h30) e de LTN (10h30); faz leilão de compra de até 1 milhão de Notas do Tesouro Nacional - Série B (NTN-B), papéis indexados ao IPCA (12h30) e de venda de até 300 mil NTN-B (12h30).

Mais cedo, a Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou que o Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) subiu 1,00% na segunda quadrissemana de junho, acelerando ante a taxa de 0,70% apurada na primeira leitura do mês. No Relatório de Mercado Focus, os destaques foram a elevação da previsão para o IPCA de 2018 de 3,82% para 3,88% e, para o IGP-DI de 2018, de 6,86% para 7,18%. Na próxima quinta-feira, o IBGE divulgará o IPCA-15 de junho.

Às 9h43 desta segunda, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 caía a 8,960%, ante 9,047% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2021 recuava a 9,940%, ante 9,986% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2023 apontava 11,360% ante 11,354% no ajuste de sexta-feira. No câmbio, o dólar à vista subia 0,58%, aos R$ 3,7532. O dólar futuro de julho estava na máxima, aos R$ 3,7580 (+0,60%).