Tensão com impactos da crise aumenta e juros terminam sessão em alta

Os juros futuros fecharam a sessão regular desta segunda-feira, 28, em alta, tanto nos contratos curtos quanto nos longos, refletindo ainda as incertezas quanto aos impactos econômicos, políticos e sociais da paralisação dos caminhoneiros. Havia alguma expectativa de que o movimento se dispersasse no fim de semana, o que não aconteceu, e dada a frustração, os ativos domésticos estão nesta segunda muito pressionados.

Com o feriado nos Estados Unidos e Reino Unido nesta segunda, os mercados desses países não funcionaram, o que fez os investidores se concentrarem na crise doméstica.

As principais taxas terminaram a sessão nas máximas. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 terminou em 6,755% (máxima), de 6,677% no ajuste da sexta-feira. A taxa do DI para janeiro de 2020 também terminou na máxima, a 7,71%, de 7,59% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2021 subiu de 8,76% para 8,83% (máxima). A taxa do DI para janeiro de 2023 encerrou a 10,38%, de 10,29%

O anúncio feito pelo Tesouro Nacional, na noite de sexta-feira, de que fará leilões extraordinários de compra de Notas do Tesouro Nacional - Série F (NTN-F) nesta semana serviu como amortecedor para a inclinação da curva. "Olhando o que cai a bolsa e o que sobe o dólar, a curva longa até que esteve contida.

O anúncio do Tesouro amenizou o efeito", disse o diretor de Gestão de Renda Fixa e Multimercados da Quantitas Asset, Rogério Braga. Na operação de segunda-feira, a instituição se dispunha a recomprar até 1 milhão de NTN-F para 2025, 2027 e 2029 e, efetivamente, recomprou um total de 282.500 títulos distribuídos naqueles vencimentos.

Com a sessão regular dos juros já encerrada, o dólar ampliou a alta e bateu máximas em sequência, até R$ 3,7391 (+2,06%). Às 16h31, a moeda no segmento à vista subia 2,01%, aos R$ 3,7371, e o dólar futuro para junho disparava 2,36%, aos R$ 3,7375.