BNDES amplia investigação sobre JBS

O BNDES contratou o escritório americano de advocacia Cleary Gottlieb para aprofundar investigações internas sobre as operações com as empresas do grupo J&F, da família Batista, dona da JBS-Friboi. No fim de março, um comunicado interno informando sobre a investigação foi distribuído aos funcionários do banco que participaram dessas operações. 

O comunicado pede aos funcionários para que não apaguem e-mails que possam vir a ser solicitados nas investigações. A assessoria de imprensa do BNDES afirmou que não poderia “dar detalhes acerca dos procedimentos utilizados na apuração”, no intuito de “preservar a eficácia e o sigilo”. 

O BNDES instalou comissão de apuração interna sobre as operações com a JBS, após a divulgação da delação premiada de executivos do grupo da família Batista. O banco aportou R$ 8,1 bilhões na JBS,  parte em participação acionária, incluindo R$ 2,7 bilhões à compra do frigorífico Bertin, em 2009, que não se confirmou. O BNDES deu ainda R$ 3,1 bilhões à J&F para a construção da Eldorado, produtora de celulose, vendida pelo grupo em 2017 em meio à crise da delação. 

Procurada, a J&F não quis comentar o tema. Balanço O BNDES teve no trimestre lucro líquido de R$ 2,06 bilhões, com queda nas despesas com provisão e na inadimplência, além de aumento de R$ 322 milhões do resultado com derivativos embutidos em debêntures. A subsidiária BNDESPar lucrou R$ 570 milhões, com valorização das ações de sua carteira, assim como o banco