Petróleo fecha em forte queda, devido à produção dos EUA

Os contratos futuros de petróleo fecharam em forte queda nesta quarta-feira (19), influenciados pelo relatório semanal de estoques do Departamento de Energia (DoE) dos Estados Unidos, que relatou que a produção no país atingiu nível recorde em 20 meses.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para junho fechou em baixa de 3,78%, a US$ 50,85 por barril. Já na Intercontinental Exchange (ICE), o petróleo tipo Brent para o mesmo mês recuou 3,57%, a US$ 52,93 por barril.

Depois que os mercados fecharam na véspera, o American Petroleum Institute apontou para uma queda de 840 mil barris na semana encerrada em 14 de abril. 

Às 9h41, o barril de Brent para junho negociado na International Exchange Futures (ICE), em Londres, tinha alta de 0,11%, a US$ 54,95. Já o barril de WTI para entrega em maio, negociado no New York Mercantile Exchange (Nymex), em Nova York, registrava um ganho de 0,08%, a US$ 52,45.

Às 13h50, o barril de Brent tinha queda de 1,57%, a US$ 54,03. Já o barril de WTI tinha queda de 1,51%, a US$ 51,62. 

O relatório do DoE mostrou que a produção em território americano subiu para 9,252 milhões de barris. Com isso, a produção subiu pela nona semana consecutiva. Investidores também se atentaram aos estoques de gasolina, que avançaram 1,542 milhão de barris.

O avanço na produção tem limitado os ganhos da commodity. Alguns investidores têm relatado preocupação de que a Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep) está frustrada com os recentes dados, podendo atingir uma possível extensão nos cortes da produção. Uma decisão final sobre estender o acordo não é esperada até a reunião oficial da Opep, no dia 25 de maio. Se encaminhado como o prometido, o acordo da Opep pode reduzir a oferta global em 2%.

Os barris de petróleo, que custavam em torno dos US$ 100 até o final de 2014, chegaram abaixo de US$ 30 no ano passado, devido ao excesso de oferta global.