'El País': Após 6 anos de desaceleração, economia da América Latina volta a crescer

Jornal espanhol analisa relatório do Banco Mundial 

O jornal espanhol El País publicou nesta quarta-feira (19)um artigo sobre a economia da América latina, que após seis anos de desaceleração e dois anos de contração, começa a retomar o caminho de volta ao crescimento.

O texto afirma que quem já passou por tempos difíceis sabe que quando o vento está a favor, deve-se economizar uma parte das receitas. Essa poupança pode ser útil no antes de uma mudança de emprego, ou na chegada de uma criança ou qualquer outro evento que ameaça a economia familiar.

O diário fala que para as economias dos países da América Latina aplicar esta medida de guardar um pouco nos bons tempos, pode ajuda a superar fases difíceis. Isto é o que os especialistas chamam de políticas anticíclicas: poupar em bons tempos para gastar em um momento mais apertado. 

El País diz que essa é a principal mensagem do novo relatório do economista-chefe do Banco Mundial para a América Latina, Carlos equipe Végh: "Contra todas as probabilidades: Política Fiscal na América Latina e no Caribe em uma perspectiva histórica."

Depois de uma desaceleração que durou seis anos (incluindo dois anos consecutivos de crescimento negativo em 2015 e 2016) é esperado para a América Latina e Caribe crescimento médio de cerca de 1,5% em 2017, seguido por um crescimento ainda mais vigoroso em 2018 de 2,5%. Isto é principalmente devido à recuperação da Argentina e do Brasil (com 3% e previsão de crescimento de 0,7% para 2017, respectivamente), seguido pelo México (1,4%), América Central e alguns países do Caribe.

Segundo relatório do Banco Mundial, este abrandamento econômico longo afetou as contas fiscais de muitos países da região. Na verdade, até 2016, 29 de 32 países enfrentaram déficits fiscais, principalmente devido aos maiores gastos, atingindo uma dívida bruta média de 50% do PIB para a região como um todo. 

De acordo com o BC, embora os números de crescimento sejam modestas em comparação com o boom no início de 2000, a boa notícia é que desde a crise financeira de 2008, a maioria dos países da região estão implementando políticas anticíclicas.

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