'Financial Times': Razões para se entusiasmar com mercados emergentes

Protecionismo e populismo de Trump não afeta ME como esperado

Artigo do jornal financeiro Financial Times publicado nesta sexta-feira (17) avalia que poucas pessoas tenham apostado em mercados emergentes logo após a vitória surpresa de Trump a eleição presidencial dos EUA no ano passado. 

O economista Timothy Ash, da Bluebay Asset Management, autor do texto, avalia que nesse ponto, o melhor caso parece ser o surgimento do comércio de relacionamento dos EUA, com o Fed sendo forçado a adotar uma política precoce e agressiva de política, à medida que o aquecimento fiscal dos EUA acentuava a já incipiente recuperação dos EUA.

> > Financial Times Reasons to be cheerful about emerging markets

De acordo com Timothy, as lembranças da crise de intensidade dos mercados emergentes em meados de 2013 tornaram esta perspectiva desagradável para os tradicionais créditos de alta rotação. E o pior poderia ter sido esperado, com a suposição de que Trump iria aderir ao protecionismo, trazendo um rápido desenrolar da agenda de globalização e liberalização do comércio que tanto contribuiu para sustentar o crescimento e o desenvolvimento dos mercados emergentes como uma classe de ativos distinta e bem-sucedida nas últimas duas ou mais décadas.

Ele acredita que deve se acrescentar a isso a perspectiva de que a vitória de Trump, na sequência da Brexit, levaria a um aumento do populismo, potencialmente trazendo mudanças políticas sísmicas globalmente, mas particularmente na Europa, com eleições holandesas, francesas, italianas e alemãs com potencial para desestabilizar a UE - Um dos três pilares da agenda de globalização juntamente com os EUA e o  surgimento da China e sua integração na economia global. E se isso não bastasse, a perspectiva de uma postura geopolítica de Trump para o Oriente Médio, a Coréia do Norte e a China aumentou a probabilidade de um mundo muito mais imprevisível - dificilmente reconfortante para os investidores de EM.

No caso, observa Ash, os mercados emergentes tiveram um desempenho notável até agora neste ano, com índices de obrigações em moeda local e estrangeira exibindo taxas de retorno médio anual de dois dígitos, a maioria dos índices de ações da EM em território verde e o grosso da EMFX também está registrando ganhos este ano mesmo contra o greenback.