'Forbes': Brasil é o maior mercado emergente do mundo

Fitch Ratings ainda aponta incertezas políticas e incapacidade de implementar medidas

Nesta terça-feira (14) a  Forbes traz uma matéria onde destaca o aumento da credibilidade do mercado brasileiro. No título a mensagem é clara: 

"Brasil é o maior mercado emergente do mundo", assim diz Shelly Shetty, da Fitch Ratings.

"A classificação soberana do Brasil é apoiada pela diversidade econômica, alta renda per capita e um forte balanço externo", diz ela, mas acrescenta que sua perspectiva negativa é devido a grandes desequilíbrios fiscais e dívida pública estadual . 

"A incapacidade de retardar o ritmo de aumento da carga da dívida pública ... poderia levar a um downgrade. Incertezas políticas e incapacidade de implementar medidas que melhoram as perspectivas de crescimento e finanças públicas também poderiam".

> > Forbes Brazil Is The Hottest Big Emerging Market Right Now

Segundo reportagem da Forbes uma falha na seguridade social é o maior risco doméstico para as ações brasileiras. Se um plano de reforma de pensão de algum tipo não for aprovado pelo congresso este ano, todas as apostas caem. A falha em aprovar a reforma das pensões vai prejudicar a confiança dos investidores no Brasil e é o provável gatilho para um downgrade de crédito nos próximos 12 meses. O consenso é de que algum tipo de reforma ocorrerá este ano.

"Não será espetacular, mas eu suspeito que algo acontecerá, como uma mudança na idade de aposentadoria", diz Luis Eduardo Assis, presidente da unidade de seguros do Banco Fator.

Shetty acredita que a administração de seis meses de Michel Temer garantiu aprovação do Congresso para o limite de gastos no ano passado e, em seguida, ele introduziu um projeto de lei para reformar a segurança social, a maioria retomada por funcionários públicos como juízes e militares. 

A emenda constitucional para limitar a despesa e baseá-la na taxa de inflação por 20 anos mostrou como a política e o ambiente político melhoraram desde o impeachment de Dilma Rousseff em agosto, diz Shelly a Forbes. 

A passagem dessa alteração estava ligada à reforma da segurança social, mas mudanças nas regras de segurança social serão controversas. Os gastos da previdência social representam cerca de 40% do gasto primário do governo. Mudanças impopulares nas contas dos aposentados poderiam dificultar a aprovação de uma lei de reforma decente. Ou a conta poderia facilmente ser diluída enquanto o ciclo eleitoral re-começa em 2018.

Portanto, em 2017, o Brasil é o "hit" dos mercados emergentes, conclui Shelly da Fitch Ratings para Forbes.